Página Inicial Notícias Mais um extracto da entrevista do Presidente da ANSTP ao ‘Fórum - RTP-África’

Mais um extracto da entrevista do Presidente da ANSTP ao ‘Fórum - RTP-África’

O Presidente da Assembleia Nacional considera que o actual xadrez no Parlamento santomense, resultante das últimas eleições legislativas aponta para a necessidade «de um grande diálogo e uma grande concertação permanente, porque o eleitorado não deu maioria absoluta num partido.»

Sobre este capítulo, eis um excerto da recente entrevista concedida por Alcino Pinto ao Programa Fórum da RTP-África e conduzida pelo jornalista Abel Veiga:

P- Parece-me até, que o eleitorado santomense insiste em dizer aos políticos; entendam-se!

P. A.N. – «Tem razão. E o resultado dessas eleições de 2010 foi um sinal claro. Muito claro. Há questões que não compete a mim pronunciar sobre elas, mas não entendo, até este momento, porque razão o Partido ganhador das eleições, tendo uma maioria relativa, insistiu em fazer a governação, sozinho! (…) não estou a dizer que deveria haver uma coligação. Mas poderia haver pactos de entendimento, permitindo desta forma, que aquilo que é necessário  para uma boa governação no nosso País, que é suporte parlamentar, fosse adquirido.

E toda a conflitualidade que nós fomos assistindo entre o Parlamento e o Governo resultou da ausência deste elemento indispensável. Eu sublinho indispensável!, para fazer uma governação tranquila.  

P- Em qualquer democracia é assim, parece-me?

P.A.N. «É sim senhora; mesmo em regimes presidencialistas, em que os presidentes têm poderes acrescidos, o parlamento tem um papel importante e faz o contrapeso, não somente o parlamento como as outras instituições e órgãos da república.»

P- Daí a necessidade de diálogo permanente (…) que talvez o povo, na sua sabedoria, vai fazendo quando vai votar! Atribui esse equilíbrio para que as pessoas se entendam, no final de contas?!...

P.A.N. - «É isso. É isso, aliás, eu venho insistindo, venho insistindo, e, muitas vezes, perguntam-me, porque eu insisto tanto? Eu venho insistindo da necessidade dos colegas do ADI regressarem ao Parlamento, porque é lá onde nós devemos discutir os assuntos da República e manifestar o contraditório e mostrar os nossos pontos de vista.»

Espírito Santo