07/08/2015 18h00

Rastreamento de remédios

O Congresso aprovou uma lei que prevê o Sistema Nacional de Rastreamento de Medicamentos, mas a indústria farmacêutica pede prorrogação de 10 anos para colocar em prática

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O Congresso Nacional aprovou a Lei 11.903 em 2009, que prevê um Sistema Nacional de Rastreamento de Medicamentos e trata sobre a produção e o consumo de medicamentos, por meio de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados, mas a implementação ainda não se concretizou.

A indústria farmacêutica pede uma prorrogação de 10 anos para colocar em funcionamento o controle do destino dos remédios desde a fabricação até a chegada ao consumidor.

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, tem uma visão diferente da do mercado de medicamentos no Brasil. Ele defende que seja criado um banco público de informações gerenciado pela Anvisa.

De outro lado, a Associação da Indústria farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) discorda da prorrogação defendida pela indústria farmacêutica, alegando que muitas empresas de pesquisa já compraram equipamentos e que esticar o prazo de implementação só traria prejuízos.

A rastreabilidade dos medicamentos vai inibir a falsificação de remédios? E você, o que acha? O Participação Popular desta semana debate o tema.

Os convidados do programa são o diretor da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Marcelo Liebhardt, e o presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto.

O presidente executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Tada, participa do programa por teleconferência e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), relatora do PL 6672/02, transformado na Lei 11.903/2009, concede entrevista por telefone.

A equipe do Participação Popular registra também a opinião do público que passa por um shopping na área central de Brasília.

Apresentação - Fabricio Rocha



Comentários

Felipe | 10/08/2015 09h15
Essa discussão já aconteceu em 2009 na aprovação da lei... Qualquer país sério não fica brincando assim com algo tão relevante, não apenas para a industria farmacêutica, mas para o CONSUMIDOR!!!
Rodrigo Santos | 07/08/2015 20h17
Discordo da afirmação de que um banco de dados publico é a melhor opção. Se fosse dessa forma só teriamos conta bancaria no Banco do Brasil e na CEF. A maioria não concorda com a centralização dos dados. Somos a favor de estado menos intervencionista e centralizador. A saber, se a Anvisa ficar com o Banco de dados, quem paga a conta? Onde esta o orçamento pra isso? Vai ser mais uma oportunidade de corrupção.
Leandro Oliveira | 07/08/2015 15h47
Os laboratórios, distribuidores, varejistas, setor público e privado, TODOS, penso serão favoráveis também à centralização dos dados de rastreabilidade de medicamentos em uma base de dados de domínio público, alinhados com o posicionamento do Jarbas Barbosa. Em relação ao tempo de implementação, óbvio que o mercado precisa de um pouco mais de tempo, mas 10 anos é praticamente esquecer a importância do tema e aceitar todos os problemas que são enfrentados com roubos de cargas de medicamentos, falsificação, comércio ilegal de medicamentos vencidos, entre outros.