20/07/2016 12h23

Baixas mensalidades de cursos de medicina no exterior atraem brasileiros

No Brasil, mensalidade pode chegar a R$ 10 mil. Já na Bolívia, por exemplo, o valor máximo não ultrapassa os R$ 1500. No entanto, o Revalida, exame que oficializa o diploma em território nacional, ainda é um desafio para quem estudou fora do país

Incorporar:
A visualização e/ou o uso deste material está condicionada pelos Termos de Uso do Câmara Notícias.

Estudar medicina não é fácil. Ser selecionado no vestibular é só uma parte do problema. Muitos brasileiros tentam uma alternativa: estudar fora do país.

O Brasil tem 213 escolas de medicina que somam juntas quase 120 mil estudantes (119.296). Para fora do país, só existem estimativas. Seriam cerca de 50 ou 60 mil estudantes brasileiros em universidades estrangeiras, principalmente em países da América Latina. Aproximadamente a metade (25 mil) estaria em escolas de medicina da Bolívia.

O que atrai esses estudantes é não só a vaga, mas também o custo. No Brasil, a mensalidade pode variar entre R$ 3.750,00 e quase R$ 10 mil (R$ 9.985). Na Bolívia, fica entre R$ 543 e R$ 1500.

O primeiro desafio aí é enfrentar o preconceito. Jaly Bueno é de uma universidade boliviana. Ela lembra que qualidade e preço são coisas diferentes.

Ela participou de uma audiência na Comissão de Educação da Câmara. Ali foi discutido um segundo desafio para quem estudou medicina fora do país: o Revalida, o exame que oficializa o diploma em território nacional. Em 2015, dos 4.000 candidatos, 42% foram aprovados. Em 2013, o índice ficou abaixo de 7%. A prova mudou.

Pelo menos um consenso: todos concordam que o Revalida é importante. Tão importante, que o deputado Saraiva Felipe apoia a aplicação do mesmo mecanismo nos formados em universidades brasileiras.

Reportagem – Tiago Ramos