09/05/2013 20h13

Quem sofre de fibromialgia cobra do SUS atendimento adequado

Portadores de fibromialgia lotam audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família para cobrar do SUS atendimento adequado à doença. 

Eles reivindicam que o Sistema Único de Saúde garanta atendimento médico qualificado e assistência multidisciplinar com profissionais da reumatologia, neurologia, gastroenterologia, psicoterapia, ortopedistas e ginecologista, pois 90% dos casos de fibromialgia ocorrem em mulheres.

Fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso e pode ocorrer em músculos, tendões e ligamentos.

Os remédios utilizados no tratamento não são oferecidos gratuitamente pelo SUS. O reumatologista Roberto Heymann, um dos palestrantes da audiência pública, comentou sobre esse custo.

"Os medicamentos novos aprovados para o tratamento da fibromialgia oficialmente aprovados custam em média, mensalmente, em torno de R$ 20 a R$ 300 por mês aproximadamente."

Não apenas de dor muscular reclama quem tem a doença. Sintomas como fadiga intensa, irritação intestinal, dor de cabeça, movimento involuntário das pernas durante o sono, bexiga solta e inchaço das mãos e dedos arroxeados em ambientes frios foram observados pelos médicos.

De difícil diagnóstico por exames laboratoriais, quem tem fibromialgia espera que o SUS ofereça o exame de termografia. O médico Marcos Briosch explica como é o exame.

"Esse é um exame que faz uma filmagem. Ele filma o calor que é emitido do corpo. Então o indivíduo tem que estar preparado dez minutos, numa sala a 24 graus, e, em seguida, é feita a filmagem. No total, demora 40 minutos o exame todo, mas não entra dentro de um tubo e nada. A pessoa fica em pé, sendo avaliada e vendo as alterações em tempo real, enquanto vai conversando com o médico que está fazendo o exame, esclarecendo as dúvidas, tentando encontrar porque ele sente uma dor no ombro, no joelho e assim por diante."

Reclamações contra o mau atendimento da perícia médica do INSS foram lembradas pela deputada Érica Kokay, do PT do Distrito Federal, que vai propor projeto de lei para criação de ouvidorias para apurar denúncias contra os peritos.

"Nós vimos aqui vários relatos de pessoas que se sentiram discriminadas, foram ofendidas durante uma perícia médica. Que nós tenhamos um canal para que essas pessoas possam fazer as suas denúncias. Assegurar que o INSS possa apurar, avaliar essas denúncias e que, havendo a comprovação da culpa, que esses profissionais possam ser responsabilizados."

No dia 12 de maio é comemorado o Dia Internacional da Fibromialgia.

De Brasília, Wamberto Noronha