11/03/2019 08h00

Tuberculose afeta 70 mil brasileiros todos os anos; doença matou 4.426 pessoas no País em 2016

Para alertar sobre o problema, Frente Parlamentar pela Luta contra a Tuberculose organiza ações na Câmara em celebração ao dia mundial de Luta contra a doença (24 de março)

Cerca de 70 mil pessoas são infectadas pelo bacilo de Koch e desenvolvem a tuberculose todos os anos no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que a tuberculose matou 4.426 brasileiros em 2016.

Para marcar uma data de combate à doença é realizado anualmente o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose em 24 de março. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde em 1982, 100 anos após a descoberta do bacilo causador da doença.

Segundo a OMS, apesar de tratável e curável, a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo.

Coordenador da Frente Parlamentar pela Luta contra a Tuberculose até o ano passado, deputado Antônio Brito, do PSD da Bahia, lembrou que o Dia Mundial contra a Tuberculose serve para conscientizar a população.

"É fundamental que nós tenhamos nesse dia 24 de março um dia de alerta, primeiro contra o preconceito. As pessoas que têm tuberculose não têm que haver preconceito com as pessoas porque é uma doença que ocorre ao longo de muitos anos que tem cura, tem que ser tratada e as pessoas que estão em conjunto passarem por exames. É uma doença que como qualquer outra tem que ser tratada."

Antônio Brito destacou que o principal problema no combate à tuberculose é que, como o tratamento é longo, chegando a seis meses, muitos pacientes abandonam os antibióticos, criando resistência aos medicamentos no caso de uma nova infecção.

Ainda segundo o deputado, as populações mais vulneráveis são os moradores de rua, os presos, os indígenas e portadores de HIV.

Os principais sintomas da doença são cansaço excessivo, falta de ar, febre baixa, suor noturno, falta de apetite, perda de peso, rouquidão e fraqueza.

Ao perceber esses sintomas o paciente deve procurar um posto de saúde para realizar os exames e iniciar o tratamento que dura seis meses e é realizado na rede pública de saúde por meio de comprimidos diários.

Reportagem - Karla Alessandra