01/01/2019 18h56

Da vitória à posse: promessa de nova relação política pode começar a ser colocada em prática

Saiba como foi o processo de transição e o que se espera do novo governo

Desde o dia do segundo turno das eleições 2018, em 28 de outubro, quando foi declarada a vitória de Jair Bolsonaro na campanha presidencial, até a posse, em primeiro de janeiro, foram 64 dias.

No Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, aliados entravam e saíam sem parar. Estava ali a sede do chamado governo de transição, que começou com três nomes: o General Augusto Heleno, na Segurança Institucional; Paulo Guedes, na economia; e Onyx Lorenzoni na Casa Civil.

De início, muitos não tinham as respostas para as perguntas da imprensa:

"Eu preciso sentar, refletir, eu não tenho todas as perguntas que vocês têm hoje pra mim porque é a minha primeira vinda aqui. É a primeira vez que estou vindo aqui e começando essas conversas com o governo de transição".

Quatro dias depois das eleições, como já era esperado, foi anunciado o nome do ex-juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.

No total, foram definidos 22 ministérios e ministros, sete a mais do que propunha Bolsonaro durante as eleições. Os anúncios de quem seria nomeado para cada pasta foram feitos pelo Twitter. O futuro ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, fala sobre como deverá desenvolver seu trabalho.

"Meu objetivo principal é chegar ao ministério e fazer um grande diagnóstico daquilo que vem sendo desenvolvido, dos programas que vêm sendo desenvolvidos pelo ministério, e aí sim a gente vai conseguir traçar um planejamento."

Nesses pouco mais de dois meses, o gabinete de transição recebeu quase 300 parlamentares para negociar a promessa de uma nova relação política, como explica o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

"O Brasil das últimas três décadas conheceu algo triste que se chama toma-lá-dá-cá. Isso destruiu as relações políticas, isso abriu espaço para a corrupção e isso inclusive destruiu as próprias relações do Estado com os setores econômicos da sociedade."

O que foi decidido será colocado em prática a partir de agora, com a posse do trigésimo oitavo presidente do Brasil.

Reportagem - Mônica Thaty