29/05/2013 15h01

Especialistas comemoram criação de Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural

Representantes do governo, de produtores rurais, assistentes técnicos e parlamentares comemoraram nesta quarta-feira (29) a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. O novo órgão deve ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff em 6 de junho.

Eles participaram de audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural para discutir a importância da expansão dos trabalhos de extensão rural no país.

Para o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Martins, o órgão deverá gerenciar os trabalhos de acompanhar os produtores rurais em todo o Brasil:

"Hoje sabemos que a Emater sozinha não consegue universalizar, a ONG sozinha, a entidade privada sozinha, o sistema OCB [Organização das Cooperativas Brasileiras] sozinho. Essa entidade terá o papel de coordenar a oferta de assistência técnica para que recursos sejam otimizados e possamos ampliar a oferta de serviços". 

De acordo com Martins, os agricultores acompanhados por profissionais de assistência técnica têm produtividade três vezes maior que aqueles sem o conhecimento da extensão rural. O novo órgão foi pensado, segundo ele, por diversos ministérios e entidades como a CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, e o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em mais de dois anos de estudos e escutas.

O coordenador da Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Rural, deputado Bohn Gass, do PT gaúcho, defendeu que o novo órgão se preocupe com melhorias técnicas no campo e também com atividades não necessariamente agrícolas como a industrialização dos produtos cultivados.

"Precisamos integrar esse serviço com os milhões de agricultores no Brasil para poderem ter acompanhamento na sua gestão, na sua produção, assimilar novas tecnologias, na geração de renda, na industrialização e na comercialização para as atividades rurais agrícolas e não agrícolas".

Representantes dos trabalhadores rurais cobraram participação nas decisões do novo órgão e sugeriram a composição de conselhos com governo, produtores rurais e assistentes técnicos.

De Brasília, Tiago Miranda