13/05/2019 07h00

Deputados repercutem medida provisória da reforma administrativa - Bloco 1

Subtenente Gonzaga é a favor do retorno do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Economia, enquanto Felipe Barros defende a manutenção do Coaf no Ministério da Justiça

A comissão mista que analisou a Medida Provisória 870/19, que reorganiza a estrutura ministerial do Poder Executivo, aprovou no último dia 8 de maio o relatório do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Um dos destaques aprovados retirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça. Pelo texto, o órgão voltará a integrar a estrutura do Ministério da Economia.

Em entrevista ao Painel Eletrônico, os deputados Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e Filipe Barros (PSL-PR) repercutiram a medida provisória da reforma administrativa.

O deputado Subtenente Gonzaga, que votou a favor do retorno do Coaf ao Ministério da Economia, disse que seu voto foi técnico por entender que o trabalho do Coaf deve ser acompanhado pelo Ministério da Economia e que a atuação de seus membros em nada vai mudar em relação ao combate à corrupção. Ele é favorável à manutenção da autonomia dos auditores fiscais.

Para o deputado Felipe Barros, a manutenção do Coaf no Ministério da Justiça é uma questão estratégica do governo para que o combate à corrupção tenha mais eficiência e que os auditores fiscais precisam ter autonomia necessária para o trabalho deles.

Ambos acreditam que as mudanças feitas serão revertidas em Plenário na próxima semana, e não consideram que elas representam uma derrota para o governo.

Apresentação - Edson Junior e Elisabel Ferriche