22/03/2019 09h51

Comissão externa vai acompanhar crise socioambiental na região metropolitana de Belém

Fechamento do aterro sanitário de Marituba pode deixar 40 mil toneladas de lixo, por mês, sem tratamento. Deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA) discute o assunto

O problema foi agravado em função da ameaça da empresa que administra o aterro sanitário do município paraense de Marituba de encerrar suas atividades até o final de maio desde ano. Caso isso ocorra, 40 mil toneladas de lixo, por mês, ficarão sem tratamento.

A Câmara dos Deputados criou uma comissão externa para acompanhar e buscar solução para a crise socioambiental que afeta a região metropolitana de Belém. O problema foi agravado em função da ameaça da empresa que administra o aterro sanitário do município paraense de Marituba de encerrar suas atividades até o final de maio desde ano. Caso isso ocorra, 40 mil toneladas de lixo, por mês, ficarão sem tratamento.

Para falar sobre esse impasse, o Painel Eletrônico convidou o deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA), autor do pedido de criação do colegiado e coordenador da comissão externa.

Segundo o deputado, desde junho de 2015 o funcionamento do novo aterro tem sido alvo de muitos protestos dos moradores da região, que chegaram a interditar a rodovia BR-316 diversas vezes, impedindo a passagem de caminhões de coleta de lixo.

Por trás de toda essa revolta estão os inúmeros problemas de saúde que afetam os moradores. Edmilson Rodrigues afirma que a comissão externa pretende indicar uma área alternativa para colocar o aterro e discutir com a empresa um cronograma para que a ela possa deixar o município sem que o lixão fique a céu aberto.

Na entrevista, deputado Edmilson Rodrigues também fez um apelo aos demais deputados, que não são do Pará, para que ajudem a solucionar esse grave problema socioambiental. Na próxima segunda-feira será realizada uma audiência pública, na Assembleia Legislativa de Belém, para discutir o problema.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche