19/03/2019 09h45

Projeto determina que corrupção e lavagem de dinheiro em campanhas sejam julgadas pela Justiça comum

Em entrevista ao Painel Eletrônico, o deputado Roberto de Lucena (Pode-SP), um dos autores da proposta, comentou os principais pontos do texto e a importância do projeto

Em resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal de que crimes eleitorais cometidos em conexão com outros crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro, devem ser encaminhados à Justiça Eleitoral, os deputados Roberto de Lucena (Pode-SP) e Igor Timo (Pode-MG) apresentaram projeto que mantém crimes de corrupção, em campanhas eleitorais, na Justiça comum.

Em entrevista ao Painel Eletrônico, o deputado Roberto de Lucena, que é coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate a Corrupção, afirmou que respeita a decisão do Supremo. Mas, segundo o parlamentar, o sistema político brasileiro é um ambiente que oferece desvirtuações éticas e de natureza criminosa, e, por isso, é preciso uma previsão legal que assegure que os crimes de corrupção, em campanhas políticas, sigam para a Justiça comum, evitando questionamentos.

Na opinião do deputado Roberto de Lucena, a decisão da Suprema Corte enfraqueceu a força-tarefa da Lava Jato, uma vez que parte das condutas apuradas pela operação estão ligadas ao financiamento de campanha.

Para garantir a aprovação da proposta, o Podemos está organizando uma manifestação de apoio à Lava Jato. Roberto de Lucena garantiu que o partido não vai retroceder e que não será admitido o “auto-sabotamento”.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche