22/02/2019 09h37

Nova Previdência: secretário explica mudanças na aposentadoria previstas na proposta do governo

Ouça a entrevista do secretário de Previdência, Leonardo Rolim

A nova Previdência do governo Jair Bolsonaro, entregue ao Congresso nesta quarta-feira, estima uma economia superior a R$ 1 trilhão em dez anos. Entre outros pontos, o texto estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres; fixa um mínimo de 20 anos de contribuição; e acaba com a regra de aposentadoria exclusiva por tempo de contribuição.

A proposta também altera regras para aposentadoria rural e cria um sistema de capitalização, em que cada trabalhador poupa para a própria aposentadoria. O sistema atual é de repartição, em que os trabalhadores da ativa bancam a aposentadoria dos mais velhos.

Para explicar melhor as mudanças nas regras das aposentadorias no Brasil, o Painel Eletrônico convidou o secretário de Previdência, Leonardo Rolim.

Na entrevista, ele disse que a nova Previdência é a mais ampla até agora apresentada, porque não visa apenas novas regras para a aposentadoria, mas também prevê o combate às fraudes, a cobrança das dívidas dos inadimplentes com o INSS e muda a pensão dos militares.

Segundo Leonardo Rolim, a proposta é justa por incluir a todos, sem exceção. O secretário também afirma que o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos também é justo, porque será progressiva de acordo com o salário e os 22% só irão incidir nos valores que excederão o teto salarial.

Ainda segundo Leonardo Rolim, a criação do sistema de capitalização vai ser alternativo ao sistema já existente e só vai valer para os jovens que entrarem no mercado de trabalho após a aprovação da lei. O secretário também defende as mudanças para os trabalhadores rurais, que estão sendo reconhecidos na Reforma da Previdência, como também os professores e os que trabalham em meio nocivo, como os garis.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche



Comentários

José Adauto Resende | 26/03/2019 14h23
Os professores também trabalham em ambiente nocivo