04/12/2018 10h08

Estudo do Ipea avalia diferença de tempo gasto por homens e mulheres com tarefas domésticas e lazer

Saiba os detalhes na entrevista da pesquisadora e autora do estudo Ana Luiza Neves de Holanda

As mulheres dedicam dezoito horas por semana a mais aos afazeres domésticos do que homens. É o revela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados também mostram que as mulheres trabalham mais horas semanais que os homens: 47 contra 45 horas. O estudo foi realizado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, referentes ao período entre 2001 e 2015.

Em entrevista ao Painel Eletrônico, a pesquisadora do Ipea e autora do estudo, Ana Luiza Neves de Holanda, comentou detalhes do levantamento, divulgado no final de novembro.

Segundo Ana Luiza, o estudo revela mudanças importantes, nos últimos anos, em relação ao uso do tempo dedicado ao trabalho remunerado e aos afazeres domésticos. Durante todo o período analisado, a proporção de mulheres que realizam afazeres domésticos ficou acima de 91%. Já entre os homens, esse percentual é de 55%. As mulheres gastam 18 horas a mais por semana que os homens nas tarefas domésticas.

Para a pesquisadora, esse resultado reflete que a tecnologia de aparelhos domésticos não influenciou na vida doméstica. A pesquisa revela, ainda, que as mulheres aumentaram em 7 horas semanais o tempo disponível para lazer. Já para os homens, esse aumento foi de 4 horas. Ana Luiza destaca que, embora haja uma tendência de redução dessa diferença ao longo do tempo, os resultados da pesquisa revelam que homens ainda desfrutam de mais lazer do que as mulheres.

Na entrevista, a pesquisadora também revelou que já prepara novo estudo sobre o uso do tempo dentro de casa, que deverá ser divulgado em breve.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche



Comentários

JOSÉ VILSON MENEZES DOS SANTOS | 15/01/2019 15h01
EM QUE PESE A PESQUISA TENHA CLARO FIM IDEOLÓGICO, NÃO VISLUMBREI O APONTAMENTO DE QUE AS MULHERES GERALMENTE APOSENTAM-SE MAIS CEDO QUE OS HOMENS, BEM COMO POSSUEM LICENÇAS MAIS LARGAS QUE OS HOMENS, DAI A PESQUISA FALHA EM NÃO CONTABILIZAR ESSE TEMPO. OUTRO FATO É QUE, AINDA HOJE, OS HOMENS FICAM A CARGO DOS TRABALHOS MAIS PERIGOSOS E QUE EXIGEM MAIS ESFORÇO BRAÇAL, COMO ISSO QUERO DIZER QUE, NEM SEMPRE TEM MAIS TEMPO DE LAZER COMPENSE O MAIOR DESGASTE DA SAÚDE DO INDIVÍDUO POR TRABALHAR MAIS. POR TANTO, EM VISTA DA FALTA DE OBSERVAÇÃO DESSAS PONTUAÇÕES, REPUTO A PESQUISA COMO INÚTIL.