21/09/2018 11h05

Brasil produz 1,5 tonelada de lixo eletrônico, mas apenas 3% são descartados de forma adequada

Por meio de parcerias com o governo federal e o Legislativo, a ONG Programando o Futuro tem trabalhado para mudar essa realidade. Ouça a entrevista sobre o tema

Uma tonelada e meia de lixo eletrônico é produzida por ano no Brasil. Com todo esse descarte, o país assume a liderança de maior produtor na América Latina e o sétimo no mundo. Dois títulos que em nada orgulha os brasileiros.

Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas, a situação fica ainda pior, pois, somente 3% desse lixo são descartados de forma adequada, o que preocupa, uma vez que a composição do resíduo eletrônico é tóxica ao meio ambiente e pode trazer prejuízos para saúde.

Para falar sobre o tema, o Painel Eletrônico convidou o coordenador geral da organização não governamental Programando o Futuro, Vilmar Simion. Na entrevista, ele falou, entre outros pontos, sobre o trabalho da ONG, que transforma lixo eletrônico em computadores. Segundo Simion, são doados por ano 2 mil computadores reciclados para escolas, bibliotecas e, recentemente, foram enviados para Pacaraima, em Roraima, computadores para atendimento dos imigrantes venezuelanos.

Para alcançar o objetivo de descartar bem o lixo eletrônico e ampliar as ações nesse sentido, a ONG Programando o Futuro tem feito diversas parcerias com o governo federal e o Legislativo. Na Câmara dos Deputados a parceria já dura 6 anos e, a partir dela, foi possível criar a praça da logística reversa, onde é possível descartar o lixo eletrônico, pilhas, baterias e até isopor e esponjas. Com isso, é possível aproveitar melhor todo o potencial lucrativo do lixo, mas, segundo Vilmar Simion, ainda faltam informação e capacitação dos catadores.

Apresentação - Elisabel Ferriche e Edson Junior