13/09/2018 10h34

Sem ampliação de investimentos, universalização do saneamento básico só será alcançada em 2054, aponta estudo

A conclusão é de um estudo da Confederação Nacional da Indústria, entregue aos candidatos à Presidência da República. Saiba os detalhes na entrevista da especialista em infraestrutura da CNI, Ilana Ferreira

O Plano Nacional de Saneamento Básico estabelece a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Mas para que isso seja uma realidade no país é necessário ampliar o volume de investimentos no setor em 62% e atingir o patamar de R$ 21,6 bilhões por ano. Caso contrário, a meta só conseguirá ser alcançada em 2054.

A conclusão é de um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), denominado “Saneamento básico: uma agenda regulatória e institucional”. A pesquisa foi entregue aos candidatos à Presidência da República.

Para detalhar pontos do estudo, o Painel Eletrônico convidou a especialista em infraestrutura da CNI, Ilana Ferreira.

Na entrevista, ela afirmou que, entre as sugestões apresentadas no documento, estão: maior participação do capital privado na gestão das companhias de saneamento, com consórcio municipais; e maior esclarecimento à sociedade sobre a necessidade dessa participação. Ilana Ferreira considera importante erradicar o mito de que essa parceria seria o mesmo que privatizar a água. Segundo ela, o mais importante é garantir água de qualidade para toda a população.

De acordo com o estudo da CNI, o investimento insuficiente é o maior vilão para a ampliação da cobertura por redes de esgoto no Brasil. Nos últimos oito anos, a média de recursos aportados no setor foi de R$ 13,6 bilhões. Apenas 57% da população brasileira dispõe de serviço de coleta e de esgoto, mas somente 50% do esgoto gerado é tratado.

Apresentação - Elisabel Ferriche e Edson Junior