23/08/2018 11h55 - Atualizado em 23/08/2018 14h16

Diversidade de candidaturas cresce, mas preconceitos ainda são grandes, revela pesquisa

Apesar do aumento de candidaturas indígenas e de candidatas femininas jovens e que se declararam negras ou pardas, ainda é grande o machismo e o racismo nas campanhas

A diversidade de candidaturas para as eleições gerais de 2018 cresceu, mas o machismo e o racismo permanecem e provocam desequilíbrio na disputa eleitoral deste ano.

É o que mostra análise do Instituto de Estudo Socioeconômico (Inesc) sobre o perfil das candidaturas às eleições de outubro.

Para falar sobre o assunto, o Painel Eletrônico convidou a assessora política do Inesc, Carmela Zigoni.

Na entrevista, ela destacou que a novidade da pesquisa para essas eleições, é o crescimento no número de candidatas femininas jovens: 51% delas estão na faixa de 20 a 24 anos; e 44% têm entre 25 e 29 anos. As duas faixas etárias somadas totalizam quase 680 candidatas.

Também cresceu o número de candidatas que se declaram negras ou pardas. A maioria concorrendo por pequenos partidos. Além disso, também aumentou o número de candidaturas indígenas, que subiu de 83 para 183.

Apesar desses aumentos, ainda é grande o machismo e o racismo nas campanhas, mas, segundo Carmela Zigoni, é preciso disseminar esses dados para equilibrar o jogo no processo eleitoral e aumentar a participação feminina no parlamento.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche