21/08/2018 11h16

Deputado avalia atual situação de imigrantes venezuelanos após ataques em Pacaraima (RR)

Carlos Andrade (PHS-RR) é coordenador da comissão externa que acompanha o fluxo migratório de imigrantes venezuelanos em Roraima. Ouça a entrevista completa

Cerca de 1.200 venezuelanos deixaram o Brasil após os ataques ocorridos, sábado passado, em Pacaraima, Roraima. A cidade é porta de entrada de imigrantes do país vizinho, que fogem de grave crise econômica e humanitária.

O tumulto ocorreu após a família de um comerciante relatar à polícia que ele foi assaltado e agredido por venezuelanos. Em retaliação, os moradores de Pacaraima se organizaram pelas redes sociais e atacaram acampamentos dos imigrantes.

Para falar sobre o assunto, o Painel Eletrônico convidou o coordenador da comissão externa que acompanha o fluxo migratório de imigrantes venezuelanos em Roraima, deputado Carlos Andrade (PHS-RR).

Na entrevista, o deputado mostrou-se preocupado com a situação na Venezuela, que já trouxe para o Brasil cerca de 130 mil venezuelanos, sendo que cerca de 60 mil permanecem em território brasileiro. Carlos Andrade lamenta a falta de ação do governo federal para uma situação já previsível, e destacou que a governadora de Roraima, Sueli Campos, já tinha alertado o governo federal em 2016, quando decretou emergência na saúde, alegando que unidades de Boa Vista e de Pacaraima estavam sobrecarregadas com os atendimentos a venezuelanos.

Como solução, o deputado propõe um maior controle na fronteira Brasil-Venezuela; agilizar e aumentar a interiorização dos venezuelanos, com a transferência voluntária a outros estados do país; construir um hospital de campanha para atender os refugiados; e formar um grupo de atuação com representantes do estado e da União para discutir e propor soluções práticas para a questão.

O deputado Carlos Andrade criticou a solução dada pelo governo Temer, no domingo, de enviar 120 efetivos da Força Nacional para o estado. Segundo ele, a medida não vai solucionar o problema. O parlamentar também teme um possível apagão no estado, já que a Venezuela não tem recursos para manter a hidrelétrica que abastece a região.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche