08/06/2018 11h21

Deputado comenta crise nos hospitais universitários federais e futuro da Ebserh

Glauber Braga (Psol-RJ) solicitou debate sobre o tema na Comissão de Legislação Participativa. Segundo o deputado, extinção da empresa poderá ser analisada

A crise nos hospitais universitários foi tema de debate na Comissão de Legislação Participativa Da Câmara. Em 2009, os hospitais vinculados às universidades federais já acumulavam uma dívida de R$ 430 milhões, segundo dados de entidade ligada às instituições de ensino superior do país.

Com intuito de reverter esse quadro de endividamento, o governo instituiu, em 2010, o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários. Ainda de olho na recuperação financeira dessas unidades de saúde, o governo criou, em 2011, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, a Ebserh, com a missão de dar suporte administrativo e recompor o financiamento do setor. Mas, após sete anos da criação da estatal, a crise nos hospitais universitários federais prevalece.

Na audiência pública sobre o tema, professores, deputados e sindicalistas representantes de servidores universitários criticaram a gestão da Ebserh. A empresa terá 15 dias para responder os questionamentos feitos pelos participantes do debate, assim como o Ministério da Educação, também em 15 dias, deverá decidir sobre a inserção da Fassubra nas mesas de negociação. A Fassubra, por sua vez, vai encaminhar à Comissão de Legislação Participativa propostas para a crise nos hospitais universitários.

Para falar sobre o assunto, o Painel Eletrônico convidou o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), que solicitou o debate na comissão. O deputado defende que o governo deva garantir recursos para o funcionamento dos hospitais universitários, que devem continuar ligados às universidades, com autonomia. Segundo o parlamentar, é pouco provável a privatização do setor, mas a Câmara poderá discutir a extinção da empresa, caso seja pedido por representantes da área. Ouça o áudio completo da entrevista.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche



Comentários

DIRLEI FATIMA DOS SANTOS | 05/03/2019 15h41
Está empresa dentro dos hospitais públicos federais, não vejo necessidade,depois que entrou a situação financeira dos hospitais ficou pior e tem mais os funcionários da Ebserh ganham mais que os concursados RJU EAS insalubridade deles é de 20%,40% enquanto a nossa é de 10%,tendo a mesma função.os funcionários da Ebserh não fazem a metade das atribuições que os RJUS fazem. Eu vejo um desperdício com o dinheiro público,salários destes comissionados são altíssimos, este dinheiro da Ebserh vem da União, sou contra está Ebserh.
Thiago | 27/01/2019 14h46
O HC da Universidade Federal de Uberlândia é o único hospital do Brasil que não é gerenciado por essa empresa e é exemplo de funcionamento, atendimento e gestão. O hospital funciona com brilhantismo. Essa empresa só foi criada com o intuito de desvio de verbas e pra acabar com o funcionalismo público, pois quem pertence a essa empresa não é funcionário público e pode ser desligado a qualquer momento. Além disso, um funcionário da EBSERH ganha muito mais que um funcionário concursado que realiza o mesmo serviço, gerando mais custos para a união.
Elisandra Vieira | 19/12/2018 22h46
É lamentável que existam opniões contrárias à EBSERH. Tive a oportunidade de ver os dois lados da moeda. Primeiro na qualidade de auditora do SUS, na qual nas visitas realizadas constatávamos uma desorganização dos processos de trabalho, equipamentos sucateados, descontinuidade da assistência prestada... Com a chegada da EBSERH e hoje fazendo parte da empresa, vejo como as coisas melhoraram, a começar pelos profissionais que sempre estão buscando sua qualificação para melhor assistir seus pacientes, cumprindo devidamente a carga horária, aquisição de novas tecnologias assistivas.