19/02/2019 20h45

Direitos da parturiente (parte II)

O que é violência obstétrica? O que é parto humanizado? São termos que já estão na boca de muitos, mas que precisam ser bem entendidos por todos. Por trás deles estão os direitos da mulher em trabalho de parto. E, se o tema é direitos, tem 15 Minutos de Cidadania na área. São duas edições em fevereiro para explicar tudo sobre o assunto

19 de fevereiro, às 20h45

Violência obstétrica é um termo que vem sendo usado para identificar situações externas ao parto que causam dor e sofrimento à mulher. Peregrinação em hospitais até conseguir atendimento; recusa ao pedido de anestesia; proibição da presença do pai ou outro acompanhante durante o parto; indução à cesariana; atraso injustificado do contato entre mãe e filho; imposição de procedimentos dolorosos, desnecessários ou humilhantes; e manutenção de algemas na detenta em trabalho de parto são algumas das condutas consideradas violentas por três projetos de lei em discussão na Câmara.

Material complementar

Ouça a íntegra dos relatos das mulheres entrevistadas nesta reportagem:

PARTO ROUBADO – A mãe Renata fala sobre diversas violências que sofreu durante o trabalho de parto. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, comenta cada uma delas.

DESINFORMAÇÃO – A cidadã observa que as mulheres precisam se informar sobre os diversos procedimentos que podem ou não ser realizados durante o parto. A doula Fernanda Carobas, da Associação de Doulas do Distrito Federal, fala sobre a Lei Distrital nº 6.144, de 7 de junho de 2018, que “dispõe sobre a implantação de medidas de informação a mulheres grávidas e paridas sobre a política nacional de atenção obstétrica e neonatal, visando, principalmente, à proteção delas no cuidado da atenção obstétrica no Distrito Federal”.

CESÁREA ELETIVA – A cidadã fala sobre sua opção por um parto cirúrgico em função da percepção social e cultural de que ele é mais seguro. A doula Fernanda Carobas, da Associação de Doulas do Distrito Federal, fala sobre cursos voltados para mulheres grávidas para auxiliá-las na tomada de decisões sobre o parto.

ACOMPANHANTE – A mãe Ana Alice relata sua experiência de pré-parto ao lado de 8 mulheres e pergunta como equacionar a garantia de dois direitos aparentemente conflitantes: o direito a um acompanhante e o direito à privacidade. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, explica que todas as maternidades devem contar com salas PPP (pré-parto, parto, pós-parto).

ESCOLHA – Liziane pergunta se a escolha pela cesárea tem sido das mulheres, ou se elas vêm sendo induzidas por médicos a fazer essa opção. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde.

ALIMENTAÇÃO – A cidadã pergunta se proibir a gestante de comer e beber durante o parto é violência obstétrica. A doula Fernanda Carobas, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde que sim.

FISCALIZAÇÃO – O cidadão pergunta se há fiscalização sobre violência no parto. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde.

MÚLTIPLAS CESÁREAS – A mãe Simey pergunta se é seguro ter múltiplas cesarianas. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde.

“CARA CERTA” – A mãe Simey afirma que sua primeira cesariana foi feita porque o médico disse que ela “não tinha cara de quem aguentaria um trabalho de parto”. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, comenta.

Se você tem alguma sugestão de tema, mande pra gente pelo WhatsApp (61) 99978-9080, pelo e-mail radio@camara.leg.br ou pelo telefone 0800 619 619.

Apresentação - José Carlos Oliveira e Verônica Lima