24/05/2019 - 09h40

Comissão obriga União a financiar transporte público para idosos

Acervo Câmara dos Deputados
Deputado Fernando Rodolfo
Fernando Rodolfo: não é correto que o peso da gratuidade dos transportes recaia exclusivamente nos municípios

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (22) proposta que obriga a União a financiar o transporte público coletivo gratuito dos idosos. Os recursos serão transferidos pelo governo federal aos estados, Distrito Federal e municípios até o dia 20 de cada mês, sem necessidade de convênio ou outro instrumento semelhante.

O Projeto de Lei 3866/15 é de autoria do ex-deputado Julio Lopes (RJ), e altera o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03). A norma prevê gratuidade no transporte coletivo para os maiores de 65 anos.

A proposta recebeu parecer favorável do deputado Fernando Rodolfo (PL-PE). Ele apresentou uma emenda para deixar mais claro que o benefício alcança todos os transportes públicos coletivos. O Estatuto do Idoso prevê o benefício para “ transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares”. Para Rodolfo, esta redação limita a gratuidade dos idosos que moram em regiões mais distantes da cidade.

O relator destacou a importância do projeto aprovado. “Sabemos das grandes dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios e não é correto que o peso da gratuidade dos transportes recaia exclusivamente neles. É sabido, também, que a União permanece com a maior fatia dos impostos arrecadados no País”, disse Rodolfo.

Tramitação
A proposta será analisada agora, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Rachel Librelon

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Comentários

Evanir | 25/05/2019 - 14h23
Sou contra jogar mais esta despesa nas costas do governo federal. Que cada município o faça se julgar adequado. Tendo em vista que o atual presidente pretende descentralizar a administração, esta proposta faz menos sentido ainda. A proposta não vê a diferença entre pobres e não pobres, TODOS os idosos seriam beneficiados, o que é errado. Trabalhadores pobres financiarão, inclusive, a passagem de idosos que recebem excelentes aposentadorias. É um despropósito.