04/07/2019 - 21h16 Atualizado em 05/07/2019 - 02h30

Plenário vai começar a analisar reforma da Previdência na terça-feira, afirma Maia

Para que o texto seja pautado em Plenário, é preciso respeitar o prazo regimental de duas sessões após a conclusão da votação na comissão especial. A data estipulada por Maia será possível se houver quórum nas sessões de amanhã e de segunda-feira

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Presidente da câmara, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Rodrigo Maia: maioria será construída com diálogo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, comemorou nas redes sociais a aprovação da reforma da Previdência (PEC 6/19) na comissão especial e anunciou, para a próxima terça-feira (9), o início dos debates da matéria no Plenário. A ideia é começar a votação também na semana que vem.

“Vamos encerrar hoje (4) a votação dos destaques na comissão para já na terça-feira (9) iniciarmos os debates e votarmos a reforma na próxima semana”, disse, antes mesmo da conclusão da votação na comissão especial.

Para que o texto seja pautado em Plenário, é preciso respeitar o prazo regimental de duas sessões após a conclusão da votação na comissão especial, o que significa que os apoiadores da proposta na Câmara precisam garantir quórum na sexta-feira (5) e na segunda-feira (8), possibilitando assim a análise da matéria a partir de terça.

Entenda a tramitação da reforma da Previdência

Maia declarou ainda que a maioria favorável à proposta em Plenário, onde são necessários 308 votos dos 513 deputados em dois turnos de votação, será construída com diálogo. “A Câmara deu hoje um importante passo. Essa foi a nossa primeira vitória e, a partir da próxima semana, vamos trabalhar para aprovar o texto em Plenário, com muito diálogo, ouvindo todos os nossos deputados, construindo maioria”, comentou.

O presidente da Câmara agradeceu ainda os 36 deputados que votaram favoravelmente à proposta na comissão, em especial o presidente do colegiado, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), e o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Íntegra da proposta:

Reportagem - Antonio Vital
Edição - Marcelo Oliveira

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Comentários

daniEL | 08/07/2019 - 13h46
Não entendi, ainda, a comemoração do RodriMaia. Essa suposta articulação q ele alega ter feito e q não é graças ao Exec, não inclui Estados e Municípios, principal ponto defendido pelo Exec. Ou seja, neste caso, RodriMaia diz q a aprovação do texto como está não seria mérito do Exec. Ainda bem q ele está assumindo pra ele, sozinho, o FIASCO da aprovação parcial, q apenas ADIA, INDEFINIDAMENTE, o sucesso q se esperava dessa reforma pra cada UF vir cobrar, com pires na mão, socorro financeiro para este fiasco. Assim q RodriMaia quer ser presid da República? Não mesmo!!! LAMENTÁVEL!!!
Liomar João Larson | 07/07/2019 - 13h17
Esse texto, da reforma da previdência, é muito pior que o texto do Presidente Michel Temer, que previa uma regra de transição de 3 anos para quem estivesse próximo da aposentadoria e lembrem-se de como foram as últimas avaliações do governo dele. Levem em consideração que essas pessoas já não são mais jovens e, em caso de desemprego, teriam grande dificuldade de se recolocar profissionalmente, ou teriam que se submeter a subempregos. Pelo amor de Deus! Não deixem passar esse texto! Aumentem o tempo dessa regra de transição para, pelo menos, 5 anos.
Aparecida | 05/07/2019 - 09h46
Como a aprovação da Reforma poderá criar mais empregos se os que estão na ativa terão que trabalhar mais tempo até conseguir se aposentar?Como surgirão estas vagas? Como o trabalhador conseguirá contribuir por 40 anos se quando atinge a idade dos 30/40 anos a maioria das empresas privadas preferem contratar os mais jovens? Pior que existem pequenos empresários que torcem pela aprovação desta reforma, mas como poderão vender seus produtos se seus clientes mais pobres que serão os grandes prejudicados se a reforma for aprovada, não terão dinheiro para consumir seus produtos?