19/03/2019 - 16h27 Atualizado em 19/03/2019 - 17h32

Maia diz que reforma da Previdência dos militares reflete defasagem salarial

Texto anunciado nesta terça sinaliza economia de R$ 13 bi em 10 anos – R$ 79 bi a menos do que a previsão inicial

Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ) presidente da câmara eleito, concede entrevista
Rodrigo Maia: "Estamos no fim da festa. O Brasil quebrou"

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que a proposta de reforma da Previdência para militares reflete a defasagem salarial da categoria em relação aos servidores civis.

“Eu não tenho a redação ainda, mas o problema é que há uma defasagem salarial grande dos militares em relação aos civis”, disse Maia, comentando a proposta que, para compensar alterações nos tempos mínimos de serviço e nas alíquotas, vai prever também reajustes salariais e uma reestruturação da carreira.

O texto anunciado nesta terça pelo vice-presidente Hamilton Mourão sinaliza uma economia de R$ 13 bilhões em 10 anos – R$ 79 bilhões a menos do que a previsão inicialmente apresentada pelo secretário de Previdência Social e Trabalho, Rogério Marinho (R$ 92,3 bilhões).

“O problema é que nós estamos no fim da festa. O Brasil quebrou. Eles estão querendo entrar nessa festa no finalzinho. Precisa organizar de que forma eles podem ser compensados sem sinalizar para o Brasil que nós estamos empurrando essa festa por mais alguns anos”, completou.

Segundo Maia, o projeto de lei com alterações no sistema previdenciário dos militares será analisado por uma comissão especial.

Governadores
Ainda sobre a reforma da Previdência, Maia disse que os governadores estão analisando o impacto fiscal da proposta no curto prazo, uma vez que, segundo Maia, para eles essa economia é muito pequena no curto prazo. “Eles ficaram de apresentar uma proposta alternativa para que o impacto da reforma [economia] para os estados tenha o mesmo efeito de curto prazo que terá para o governo federal”, finalizou.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Wilson Silveira

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Comentários

CIDADAO SENSATO | 22/03/2019 - 09h58
VEJAMOS O CUSTO DA BUROCRACIA: "Se a reforma for aprovada nos prazos mínimos, poderá entrar em vigor no mês de Setembro". Ou seja, 06 meses (no mínimo) considerando o ritmo de trabalho e a morosidade das 02 casas legislativas. Alguém poderia propor uma reformulação nos Regimentos, precisamos acabar com esses "ritos"(rituais) que travam uma agenda positiva para o país. A REFORMA É UM MAL NECESSÁRIO.
rui s pereira | 21/03/2019 - 11h04
todos esse que defendem a reforma da previdencia e ja estao aposentados ou reformados, deveriam abrir mão e se desaposentarem. deveriam continuar trabalhando ate a idade e prazo que defendem. os politicos e a classe governante quer tornar o Brasil uma nação de escravos
Renan Martins | 20/03/2019 - 16h37
Bom, temos apenas 6 dos 32 direitos trabalhistas previstos pela constituição. Se querem tirar a integralidade e a paridade, preparem o bolso pra pagar o resto dos direitos que não nos são pagos. Estou só pelo meu adicional noturno, insalubridade, periculosidade, fundo de garantia, horas extras, 100% nos domingos, entre outros o meu direito a famosa greve... Seria tão bom eu como "militar" poder fazer uma greve e exigir condições de trabalho. Abraço a essa sociedade mal agradecida, que não enxerga o esforço dos policiais e bombeiros para manter a ordem neste país, em condições tão precárias.