20/02/2019 - 12h27

Maia afirma que a reforma da Previdência vai impedir crise fiscal e corte de direitos

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, dep. Rodrigo Maia, recebe o Presidente da República, Jair Bolsonaro
Bolsonaro veio pessoalmente entregar a proposta de reforma ao presidente Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que, se a reforma da Previdência não for aprovada, o Brasil pode enfrentar uma crise fiscal grave com corte de direitos e de aposentadorias, como ocorreu na Grécia e em Portugal. Maia recebeu o texto das mãos do presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (20).

Também participaram da entrega o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes, e diversos líderes partidários.

“Portugal foi obrigado a acabar com os direitos adquiridos e cortou 30% das aposentadorias. Portugal hoje é um dos países que mais crescem na Europa porque teve um governo com a coragem de fazer as reformas”, disse.

Ele reafirmou que o maior desafio a ser enfrentado para aprovar a reforma da Previdência é fazer a comunicação correta sobre o tema. Maia, que tem participado de reuniões com diversos governadores para articular um texto de consenso, já afirmou que a proposta pode ser votada em junho. Para o presidente da Câmara, diversas categorias profissionais têm usado informações incorretas para garantir privilégios.

“Vi a reforma do presidente Temer ser desconstruída com falsas informações. Nosso desafio é mostrar aos brasileiros que eles têm sido instrumento de [manipulação] de poucas pessoas”, criticou o presidente da Câmara.

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Compromisso
O presidente Jair Bolsonaro reconheceu que a proposta pode enfrentar dificuldades na tramitação, mas disse que acredita no compromisso dos parlamentares com o Brasil para aprovação do texto. Segundo Bolsonaro, a reforma pode ser aperfeiçoada pelo Legislativo. “Não há outra saída. A proposta vai ser aperfeiçoada pelos senhores e pelas senhoras, e isso é importantíssimo, porque a responsabilidade é de todos nós. Vamos garantir para as futuras gerações uma previdência na qual todos possam receber”, afirmou Bolsonaro.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou que o Congresso tem responsabilidade com o Brasil. Para Alcolumbre, a tramitação da reforma da Previdência vai demonstrar parceria, independência e harmonia entre os poderes. “Essa legislatura será responsável por escrever uma nova história do nosso País. O Senado vem dizer ao povo que está de mãos dadas com o novo Brasil", destacou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição - Natalia Doederlein

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Comentários

Paulo César Ferreira Da Silva | 22/02/2019 - 08h29
Essa reforma do jeito que esta não devia nem tramitar,,cade a reforma para os militares?,do jeito que esta só tira direito dos trabalhadores, principalmente aqueles que já estão perto de se aposentar,,esquecem que quem trabalhou na roça começou com 10 anos de idade,,espero que os parlamentares faça muitas mudanças nessa reforma quê foi enviada pelo presidente,,muita injustiça,,,estamos acompanhando vocês nessas votações.
alexandre assis | 21/02/2019 - 16h36
Vergonha! É a única palavra que tenho para expressar o que sinto por essa reforma. Só falam grosso com trabalhador mas com bancos e empresas devedoras que sangram a Nação são tão bonzinhos... O pior é que não vai resolver nada tirar o poder de compra dos trabalhadores com essas alíquotas absurdas. Sem consumo, sem arrecadação, sem empregos, mais buraco na Previdência. Até uma criança sabe disso.
vitor de lima maciel | 21/02/2019 - 12h35
Gostaria que explica-sem o porque não passam os dados real da reforma, e colocam que Portugal cortou 30% da assistência ao povo , e agora e o país que mais cresce na Europa, mais esquecem de dizer que o salário lá é 500,00 euros transformando em reais isto chega tranquilamente á 2.500,00 reais. E também porque não acabar com as mordomias e os rombos nos cofres publico que sobra dinheiro. Agora vem este Guedes que é do mercado financeiro querendo roubar o povo pobre. Outra mentira reforma dos militares isto nunca vai acontecer com este governo, que votei e me arrependo. Não reforma