05/02/2019 - 17h56

Maia espera garantir em dois meses votos para aprovar reforma da Previdência

O presidente da Câmara esteve reunido com o ministro da Economia e sua equipe para discutir a votação da proposta que ainda será encaminhada ao Congresso

J.Batista/Câmara dos Deputados
Presidente Rodrigo Maia em encontro com o Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Rodrigo Maia e Paulo Guedes concedem entrevista após reunião para tratar da reforma da Previdência

Após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que o desafio é garantir em, aproximadamente, dois meses os votos necessários para aprovar a proposta.

Por se tratar de proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma precisa do apoio mínimo de três quintos dos deputados para ser aprovada e enviada ao Senado

Segundo Maia, a base de apoio ao governo ainda está em construção e o atraso na formação da maioria ocorreu em razão do Planalto não ter interferido nas eleições do Congresso Nacional.

“O nosso problema é garantir em dois meses que a reforma tenha 320, 330 votos a favor. Esse é o nosso desafio que a gente começa a trabalhar hoje e a gente espera com apoio de prefeitos e governadores para construir um texto que atenda a todos os poderes”, afirmou Maia.

O presidente da Câmara reafirmou que o importante para aprovação da proposta é garantir o diálogo entre todos os partidos, o espaço da oposição e o respeito ao Regimento da Casa. Ele destacou ainda que a comunicação com a sociedade sobre a importância da reforma é uma das estratégias para conseguir os votos dos parlamentares.

“O problema da reforma não é a reforma, são as mentiras que se falam sobre a reforma. É não deixar que algumas corporações trabalhem com informações falsas”, disse.

Investimentos
Rodrigo Maia informou ainda que não teve acesso ao texto a ser encaminhado pelo governo à Câmara, mas que a equipe econômica está pensando a proposta de forma correta para garantir a retomada do investimento e da geração de empregos e com preocupação com os mais pobres.

“O importante é que teremos uma reforma estruturante que vai dar condições para que o Brasil volte a crescer. Eu aposto com vocês que, se o Brasil aprovar a reforma, vai crescer nos 12 meses seguintes mais de 6%”, previu Maia.

Economia
O ministro da Economia, Paulo Guedes, não quis antecipar detalhes da proposta, mas afirmou que o texto ainda precisa passar pelo aval do presidente Jair Bolsonaro, que se recupera de uma cirurgia. Segundo Guedes, a expectativa é que a reforma da Previdência garanta uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos. “A previdência tem sido uma fábrica de desigualdades, ela perpetua privilégios e acentua desigualdades. O importante é que tenha potência fiscal”, disse Guedes.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Geórgia Moraes

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Comentários

flavio capez | 07/02/2019 - 17h36
Já enviei 513 emails para os deputados. Os aposentados por invalidez que são duplamente penalizados (a auto-estima destruída e a incapacidade de sustentar a si mesmos e a suas famílias), a proposta do Sr. Guedes prevê apenas 60% das médias salariais, tanto para servidores quanto para os segurados do INSS. É ainda pior do que o texto da PEC 287, que concedia 70% das médias, corrigidas, mais 1% por ano trabalhado. Não é possível igualar as mesmas situações, do setor público e do privado. Pelos menos para os servidores que ingressaram até 2003, deve ser concedida a paridade e integralidade.
Luiza Rabelo | 06/02/2019 - 21h52
Agora a festa da posse passou é hora de começar os trabalhos. Então visualizaremos se a renovação dessa Casa em 52% foi uma verdadeira mudança, ou se elegemos novamente os "mais dos mesmos". Além das reformas imprescindíveis como a da Previdência, o que todo brasileiro deseja confirmar é se os novos parlamentares terão a coragem de reduzir os próprios benefícios como: número elevado de assessores, que em muitos Gabinetes supera muitas empresas Brasil afora; plano de saúde vitalício, etc. Se isto não ocorrer teremos a nítida sensação que nos enganamos mais uma vez. Há muito o que fazer, então..
Danilo Prociuk | 06/02/2019 - 18h34
Botafogo da lista da Odebrecht.Paguei com suor e sangue 34,5 anos de INSS, dinheiro que me fez falta.Agora desempregado,com +de 55 anos é um milagre conseguir emprego não sendo político ou ladrão.Estou há 6 meses de me aposentar e pago com muito sacrifício (desempregado) o INSS na esperança de cumprir 35 anos. Vêm vocês,maioria aposentada com 8 anos de mandato, mudando regras aos 45 do 2o.t. impondo-me + anos de contribuição. E com família ainda para criar. Entendeu minha situação? Pois bem se isso ocorrer prometo te encontrar para compartilhar minhas Dores. Com certeza lhe encontrarei,