19/06/2018 - 16h25

General Braga Neto pede apoio de deputados na busca por recursos para o controle de fronteiras

O interventor federal, general Braga Netto, pediu apoio dos deputados no sentido de buscar mais recursos orçamentários para o controle das fronteiras, por onde entram drogas e armas no país. Nesta segunda-feira ele fez um balanço dos primeiros 100 dias da intervenção para os deputados da Comissão Externa sobre a intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Reunião
O interventor federal, general Braga Netto, fez um balanço dos primeiros 100 dias da intervenção na segurança do Rio de Janeiro (Arquivo)

Segundo informações da relatora da comissão, deputada Laura Carneiro (DEM-RJ), o principal legado da intervenção deverá ser uma reorganização das polícias e da administração penitenciária.

Ela discorda do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que sugeriu a prorrogação da intervenção para 2019.

"Eu tenho uma visão de que a intervenção cumprirá o seu papel no dia 31 de dezembro. Depois os novos governos vão saber se articular e fazer uma gestão possível. Não quero que o Rio se transforme no que se transformou o México, que começou com uma intervenção por um período e depois corre ao longo de mais de dez anos", disse.

À comissão da Câmara, o comando da intervenção informou que os primeiros R$ 450 milhões do total de R$ 1,2 bilhão destinado à intervenção estão sendo usados na compra de veículos, coletes, uniformes e material de perícia.

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Foi relatado ainda que houve um aumento dos homicídios dolosos em maio deste ano em relação a maio do ano passado, mas uma redução em relação a abril deste ano. Os roubos de cargas e veículos teriam diminuído. Uma dificuldade citada pelo comando da intervenção no Rio de Janeiro é a limitação imposta pelo ajuste fiscal do estado que praticamente inviabiliza concursos e outros tipos de contratações.

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

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Comentários

Erasmo Neto | 22/06/2018 - 09h10
Na Wikipédia:As guerras do ópio.Por favor me ajudem entender,na china a droga viciante,na América do Norte igrejas orientadas pela bíblia com mensagens:não matar,não roubar e outras para preservar a vida de todos nós,não consigo entender os massacres dos nativos na America do norte.Sou neto de motoristas de caminhão e ex motorista.Tenho que concordar com o desabafo do caboclo na região de Bataguassu: menino primeiro vem os missionários,depois os pistoleiros,depois os motoristas transportando também histórias e se puder transporte também a minha história, pois estou fugindo e talvez seja morto.
Erasmo Neto | 21/06/2018 - 10h51
Entendo que é muito importante todos nós brasileiros ler.Na Wikipédia a analise segundo Del Sarto com o titulo terra de Israel.Livros:A vida e obra de Carlos Torres Gonçalves que pode ser um complemento do livro:Os Sertões de Euclides da Cunha,ambos influenciado pela doutrina positivista.Conhecimentos do norte e do sul,um jornalista o outro engenheiro civil contribuindo na colonização do Rio grande do sul.Livro: Valmor Weiss :O prisioneiro da cela 310, ex sargento do exercito brasileiro que foi obrigado a virar empresario.
Mauro Cleber Rodrigues Martins | 21/06/2018 - 10h17
Diante dos antecedentes dessa crise, dentre os quais se destaca a leniência com o crime, capitaneada por Leonel Brizola e. lamentando que a obediência aos ditames democráticos tenham compelido o Exército a aceitar missão para a qual ñ houve tempo para planejamento, só tenho que cumprimentar o General e sua valorosa equipe pelo trabalho realizado sob condições tão adversas. Ãs favas os imediatistas que querem ver em meses solucionados os problemas que vêm de décadas.