27/10/2017 - 16h31

Segurança Pública aprova bloqueio de celular em presídios financiados pelo Funpen

Texto aprovado abrange estabelecimentos novos e os já existentes. Proposta ainda será analisada por duas comissões da Câmara e pelo Plenário

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou o Projeto de Lei Complementar 345/17, que exige a instalação de equipamentos de bloqueio de telefonia celular nos novos presídios construídos com recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). A proposta, apresentada pelo deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), inclui a determinação na Lei do Funpen (Lei Complementar 79/94).

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência pública para implementar e melhorar os planos de saúde dos órgãos da Segurança Pública do Distrito Federal. Dep. Laerte Bessa (PR - DF)
Laerte Bessa: estabelecimentos não dispõem hoje de mecanismos efetivos para coibir a comunicação indevida com o exterior

O texto foi aprovado com uma modificação apresentada pelo relator, deputado Laerte Bessa (PR-DF), para incluir na medida os presídios já existentes mantidos com recursos do Funpen.

O projeto também exige a manutenção e a atualização tecnológica dos bloqueadores e a garantia do direito de acesso contínuo e de qualidade aos serviços de telecomunicações pelas pessoas que morem ou trabalhem no entorno do estabelecimento.

Laerte Bessa concordou com a ideia de Daniel Vilela de inibir as ordens criminosas que partem de dentro dos presídios a partir de celulares usados por chefes de organizações.

O relator ressaltou que os estabelecimentos prisionais do País não dispõem de mecanismos efetivos para coibir a comunicação indevida com o exterior. “A facilidade com que os facínoras comandam o crime de dentro dos presídios transformaram esses locais em bunkers vantajosos para os delinquentes, que dali atuam sem ameaças de concorrentes e sob a proteção do Estado”, afirmou Bessa.

Tramitação
O projeto será analisado ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, passará pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira

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