15/06/2018 - 13h05

Saiba mais: leishmaniose é transmitida por picada de mosquito

A leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado, conhecido como mosquito-palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha, conforme a localidade. Há dois tipos da doença: a cutânea, caracterizada por feridas na pele, e a visceral, que ataca vários órgãos internos.

A doença afeta principalmente cães, mas também animais silvestres e urbanos como gatos, ratos e seres humanos. Estima-se que, para cada caso em humanos, haja uma média de 200 cachorros infectados. Se a pessoa não for tratada, a doença visceral pode matar em 90% dos casos.

A leishmaniose visceral canina é considerada mais importante que a doença humana, uma vez que, além de ser mais prevalente, há um enorme contingente de cães infectados com o parasita cutâneo, que terminam servindo como fonte de contaminação para os mosquitos vetores. Por isso, o cachorro doméstico é o principal reservatório do parasita.

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de leishmaniose visceral atingiram um pico em 2000, com 4.858 ocorrências. Em 2016, último dado disponível, foram 3.200. Considerando as informações do período entre 2000 e 2016, em 7% dos casos, em média, houve óbito. Em 2016, foram 265 mortes, o equivalente a 8% dos casos.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Wilson Silveira

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