26/09/2017 - 08h41

Seguridade debate efeitos dos agrotóxicos na saúde humana

Arthur Tahara
Agropecuária - agrotóxicos pesticidas
Necessidade de aumentar produção explica crescimento do consumo de agrotóxicos
A Comissão de Seguridade Social e Família debate hoje os impactos do uso de agrotóxicos na saúde humana. O requerimento para a audiência é do deputado Padre João (PT-MG).

O agrotóxico, segundo o deputado, visa alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados prejudiciais. “O uso dessas substâncias tem potencial de causar efeitos nocivos em humanos e de provocar contaminação de solos e águas”, diz Padre João, acrescentando que o Brasil é, desde 2008, o maior consumidor de agrotóxicos no mundo.

O deputado explica que a necessidade de aumentar a produtividade para atender à demanda internacional tem sido um dos principais fatores para esse crescimento, em especial nas lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. “O risco para os trabalhadores da lavoura é ainda maior, por terem contato direito com os produtos, e nem sempre com proteção adequada”, afirma.

Convidados
Foram convidados para o debate:
- o representante do Ministério da Agricultura Carlos Ramos Venâncio;
- gerente-geral de Toxicologia Substituta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Graziela Costa Araújo;
- a representante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida Carla Bueno;
- o doutorando em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pedro Henrique Barbosa de Abreu;
- a representante do Grupo de Estudo de Saúde e Trabalho Rural da Universidade Federal de Minas Gerais Jandira Maciel da Silva;
- o coordenador do Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho da Gerência Regional de Brasília da Fiocruz, André Fenner;
- o professor do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais José Luiz Paixão; e
- o procurador regional do Trabalho Pedro Luiz Gonçalves Serafim.

A audiência pública, marcada para o plenário 7, às 10 horas, será transmitida pelo portal e-Democracia. Os interessados podem enviar perguntas e comentários por meio do banner abaixo.

Da Redação - RN

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