12/11/2015 - 16h39 Atualizado em 12/11/2015 - 17h40

Ministério da Saúde promete apoio para agilizar testes com a fosfoetanolamina

Clarice Petramale, diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde do Ministério da Saúde, garantiu o apoio do órgão para agilizar os testes clínicos e até mesmo a fase industrial da fosfoetanolamina, usada no tratamento do câncer.

Ela participou de audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família sobre a produção do medicamento, descoberto há 20 anos por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) na cidade de São Carlos (SP).

Burocracia
No debate, deputados e pesquisadores fizeram duras críticas à burocracia envolvida no processo de liberação da distribuição do medicamento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O fornecimento do medicamento se transformou em questão judicial desde que uma portaria da USP impediu a distribuição do produto, o que fez com que pacientes recorressem à Justiça. Mais de 700 pessoas entraram com ações para obter o remédio, que depois teve distribuição suspensa por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo – proibição esta revertida por uma liminar concedida pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

“Tudo o que pudermos fazer para apressar vamos fazer. Logo que tivermos uma prova robusta de que [a droga] é segura (e parece que é), alguma evidência de que ela reduz o tumor, vamos providenciar a liberação”, disse a diretora do Ministério da Saúde.

A audiência, que durou quase oito horas, foi encerrada há pouco.