12/11/2015 - 14h56

Médico afirma que fosfoetanolamina está sendo falsificada após suspensão

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O médico Renato Meneguelo, integrante do grupo detentor da patente da substância fosfoetanolamina, usada no tratamento do câncer, disse que o produto está sendo falsificado depois que sua distribuição foi suspensa pela justiça.

“Tem gente vendendo a fosfoetanolamina, mas este produto não é vendido, é gratuito”, disse, em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Meneguelo fez parte da equipe do químico Gilberto Orivaldo Chierice, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) na cidade de São Carlos (SP).

A substância foi desenvolvida no início dos anos 90 por Chierice, hoje aposentado, no laboratório do Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímero do Instituto de Química da USP. Meneguelo apresentou aos deputados exames que comprovam, segundo ele, a eficácia do produto sobre diversos tipos de tumores, que regrediram depois que a droga foi ministrada.

“Eu tenho trabalhos científicos publicados desde 2007 e sou tratado como um maluco com um monte de canceroso atrás”, disse, se referindo ao descrédito acadêmico sobre os resultados dos trabalhos e às dificuldades para que o produto seja submetido a análises clínicas para liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Mesmo que o produto não cure o câncer, se ele reduzir a dor em 30% já vale a pena, porque nenhum remédio faz isso”, disse. “Por que não liberar a fosfoetanolamina? Cigarro tem 4 mil produtos químicos nocivos à saúde e é liberado”, disse.
Pacientes e familiares tem obtido a fosfoetanolamina na USP mediante decisão judicial, já que a universidade, por meio de uma portaria, proibiu a distribuição do produto até que seja aprovado pela Anvisa.

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