09/12/2011 - 09h57

Projeto torna obrigatória advertência sobre ingestão de óleo mineral

Ingestão foi considerada epidemia em hospitais mineiros em 2011

Arquivo/ Gustavo Lima
Manato
Manato: ingestão do óleo pode causar problemas para o pulmão para o resto da vida.
A Câmara analisa projeto que obriga empresas fabricantes ou importadoras de óleo mineral a inserir nos rótulos e embalagens a advertência "Este produto, quando ingerido, pode causar pneumonia lipoídica". De acordo com o texto da proposta (Projeto de Lei 1951/11), do deputado Manato (PDT-ES), o empresário que não inserir o aviso ficará sujeito a penalidades que vão da apreensão do produto à cassação do registro.
A norma aplica-se apenas ao uso do óleo como laxante, explica o autor.

O óleo mineral tem diversas aplicações, como isolamento de transformadores elétricos, lubrificante e hidratante da pele. Manato observa que se a pessoa engasgar ao ingerir o óleo mineral, ele vai diretamente para o pulmão e, como não é eliminado naturalmente, causa a pneumonia lipoídica, que pode ter consequências para o trato respiratório para o resto da vida.

“Essa forma de pneumonia é grave e se caracteriza pela ingestão, inalação aguda ou crônica de partículas oleosas, que não são depuradas pelo pulmão e inibem o reflexo de tosse e a função do epitélio mucociliar do órgão”, ressalta ainda o deputado, acrescentando que o problema pode afetar, especialmente, crianças e idosos.

Epidemia
O Comitê de Pneumologia Pediátrica da Sociedade Mineira de Pediatria informa que o número de internações nos hospitais mineiros por conta da ingestão de óleo mineral é preocupante, tendo chegado a ser tratado como epidemia no ano de 2011.

Tramitação
A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem- Oscar Telles
Edição- Mariana Monteiro

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'