10/07/2019 - 16h16

Maia defende volta do financiamento privado de campanhas, com limitações

Sobre a previsão de aumento de recursos ao Fundo Eleitoral para o ano que vem, o presidente da Câmara argumentou que as eleições municipais requerem gastos maiores do que as gerais

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu o retorno do financiamento privado de campanhas eleitorais, mas com limitações rígidas para as doações, a fim de que a relação entre o eleito e o financiador não seja de dependência.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Reunião de líderes para discussão da pauta da semana. Presidente da Câmara, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Rodrigo Maia: "A democracia não pode ser tratada de uma forma menor"

Maia disse que a previsão de mais de R$ 3,5 bilhões destinados ao Fundo Eleitoral para o ano que vem é alta, porém destacou que eleições municipais requerem um custo maior do que as gerais. O presidente lembrou que são mais de cinco mil municípios e milhares de candidatos a vereador.

O parecer da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 5/19) de 2020, que pode ser votado pelo Congresso na semana que vem, prevê R$ 2 bilhões a mais para o fundo, na comparação com as eleições de 2018. Segundo Rodrigo Maia, os valores, apesar de elevados, são menores do que os utilizados em campanhas passadas e dão mais transparência ao processo eleitoral.

Como o financiamento privado não é permitido atualmente, Maia defende uma solução em que “se gaste o mínimo possível em relação ao que se gastava”, mas sem desvalorizar o processo eleitoral. “Pior é ter uma eleição que não seja transparente e não dê condição para que os partidos levem seus candidatos aos eleitores. A democracia não pode ser tratada de uma forma menor”, declarou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Marcelo Oliveira

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Comentários

Falou aquele que quase não se elegeu | 12/07/2019 - 12h47
Qual a justificativa para se ter investimento privado, se um presidente foi eleito sem tempo de TV e com recursos reduzidos?
daniEL | 11/07/2019 - 19h21
E não se trata d dar à democracia um tratamento menor. Trata-se, isso sim, d fazer campanhas mais baratas e fazer com q os candidatos vão às ruas buscar votos ao invés d bancar dezenas ou até centenas d funcionários temporários q custam caro, às vezes nem são pagos e q acabam fazendo campanhas sozinhos enquanto o candidato só colhe os louros, quase sem esforço. E dpois ainda querem dar cargos pra quem trabalhou nas campanhas e dá-lhe corrupção e + corrupção. Chega desse modelo!
daniEL | 11/07/2019 - 19h17
Perdoem-me a ignorância, mas... E daí q temos mais d 5000 municípios e milhares d candidatos a vereador? Pelo fato d serem candidatos a vereador isso não é exatamente um diminuidor d custos? O candidato vai fazer campanha apenas no seu município e não nos vizinhos ou no País todo. Além disso, as campanhas não precisam ser tão caras e nem sujar toda a cidade com os famigerados santinhos! Está na hora dos vereadores aprenderem algo com o exemplo do Bolsonaro, o candidato menos provável d ser eleito, mas q mesmo com uma campanha barata atingiu seu objetivo. Chega d bancar tanta gente!