01/02/2019 - 23h22

Deputados elogiam capacidade de diálogo de Rodrigo Maia

Deputados de partidos aliados ao governo e da oposição elogiaram a capacidade de diálogo de Rodrigo Maia (DEM-RJ), eleito nesta sexta-feira (1º) como presidente da Câmara dos Deputados pela terceira vez consecutiva, com 334 votos. Para alguns parlamentares, porém, a escolha de Maia representa um avanço da política econômica liberal do governo Bolsonaro.

Para o novo líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), Maia mostrou “disposição de levar à frente” as pautas econômicas, com prioridade para a reforma da Previdência.

“A busca do governo é fazer a construção de algo negociado no Congresso. Tudo que entra no Congresso sai aperfeiçoado. Tenho certeza de que isso vai acontecer na reforma da Previdência”, disse Vitor Hugo.

O líder do segundo maior bloco da Câmara, deputado André Figueiredo (PDT-CE), afirmou que Rodrigo Maia representa a defesa da institucionalidade do Parlamento. “Mesmo não sendo uma pessoa do nosso campo de lutas, é uma pessoa que honra compromissos e tem a respeitabilidade necessária para presidir a Câmara”, declarou.

Para Figueiredo, é necessária muita moderação e capacidade de diálogo neste início de novo governo. “Através do Rodrigo, teremos a defesa de um processo legislativo correto, que não seja atropelado”, afirmou.

O bloco presidido por Figueiredo, com 105 deputados, é formado por PDT, SD, PCdoB, PPS, PV, Patriota, Avante, Pros, DC e Pode.

Posições ultraliberais
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), afirmou que Maia representa posições ultraliberais coincidentes com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “A vitória do Rodrigo Maia fortalece uma lógica que o projeto neoliberal pode vingar. É preciso criar nas ruas e no Parlamento uma forte resistência”, disse o deputado.

Valente criticou o fato de partidos de esquerda, como PDT e PCdoB, terem apoiado a eleição de Maia.

O novo 3º secretário da Câmara, deputado Fábio Faria (PSD-RN), afirmou que a eleição de Maia no primeiro turno mostra que ele obteve votos da esquerda, do centro e da direita. “A Mesa [Diretora] vai ter o trabalho agora de fazer a ponderação entre um extremo de um lado e do outro”, afirmou Faria.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

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