25/01/2019 - 19h02

Novo líder do PTB defende reforma da Previdência para equilibrar contas públicas

Em seu primeiro mandato federal, Pedro Lucas Fernandes vai liderar uma bancada renovada com dez deputados

João Ricardo/Liderança do PTB
Pedro Lucas Fernandes
Pedro Lucas Fernandes: encarar a reforma da Previdência é uma das maneiras de reduzir o deficit orçamentário

O novo líder do PTB na Câmara, deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), afirma que a reforma da Previdência é necessária para equilibrar o orçamento da União e fazer com que a economia do Brasil cresça a partir deste ano.

O deficit fiscal previsto no Orçamento para 2019 é de R$ 139 bilhões. Esse é o montante calculado pelo governo para gastar além do que arrecada.

Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, o líder do PTB vai coordenar uma bancada de dez parlamentares. Ele informou que os deputados do partido vão decidir em conjunto sobre qual candidato apoiar para a Presidência da Câmara.

Qual a posição do partido sobre a reforma da Previdência?
Encarar a reforma da Previdência é uma das maneiras [de reduzir o deficit orçamentário], a reforma que está aí não atende a sociedade como um todo. A gente tem que proteger o trabalhador rural, mas o PTB tem a consciência de que tem que enfrentar essa questão [previdenciária].

Quais as expectativas em relação à nova bancada do PTB?
O PTB vem com dez deputados, com apenas um com experiência em nível federal, os outros nove deputados estão muito ansiosos, têm uma experiência em nível de estado e é um PTB agora oxigenado. Respeitando a nossa história, mas com muita vontade de trazer novas ideias para o Brasil. Vamos ter a deputada Luiza Canziani [PR], a deputada mais nova do País, e também o senador Wilson Santiago [PB], que agora vem como deputado e vai trazer essa experiência para a nossa bancada.

Como avalia a discussão de temas polêmicos, como a liberação do aborto?
Eu tenho minhas convicções, e essa convicção de preservar a vida em primeiro lugar faz parte de mim. Mas vamos levar para o debate. A decisão é do coletivo, é da bancada. Creio que, se não trazer essa discussão logo para dentro do Congresso, vai ser muito difícil aprovar algo nos dois últimos anos [da legislatura].

Reportagem – Newton Araújo
Edição – Pierre Triboli

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