21/03/2018 - 20h20

Psol entra com representação contra Fraga por crime de calúnia contra Marielle Franco

O Psol apresentou nesta quarta-feira (21) representação contra o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), pedindo a abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra do decoro parlamentar.

Para o partido, o deputado abusou de suas prerrogativas constitucionais de proteção a palavras, opiniões e votos ao fazer denúncias falsas contra a memória de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, eleita pelo Psol, e que foi assassinada na semana passada.

Segundo a representação do Psol, em seu Twitter o deputado “acusou a vereadora de ter sido casada com o traficante Marcinho VP, ser usuária de drogas e de ter sido eleita com apoio do Comando Vermelho”, o que, segundo o partido caracteriza crime de calúnia.

Outro lado
A assessoria do deputado Alberto Fraga informou que ele não vai comentar a representação do Psol. Em entrevista à TV Globo, o parlamentar declarou que se arrependeu de publicar uma informação sem checar a sua veracidade. Fraga desativou seu perfil em redes sociais e afirmou que irá aguardar a apuração da polícia.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) lembrou que as informações, uma vez divulgadas na internet, são espalhadas em grande velocidade e que, por ser uma figura pública, o deputado Fraga deveria ter checado a veracidade dos dados antes de publicá-los.

Apologia ao crime
“Nós não queremos que esse caldo do ódio e do crime, que é apologia ao assassinato, prospere. Claro que qualquer pessoa que faça isso está tramando contra valores humanos, mas quando isso parte de autoridades é mais grave ainda. Isso é muito terrível. Nós não podemos deixar que esse tipo de ambiente prospere no país. Porque além do mais, é de insensibilidade, de uma desumanidade total. É preciso de um repúdio geral e, claro, de uma ação das autoridades”, disse.

Chico Alencar acrescentou que o partido também irá recorrer à Polícia Federal para identificar outros autores de denúncias falsas nas redes sociais que têm como único objetivo denegrir a imagem da vereadora Marielle e tentar justificar o seu assassinato.

As investigações do assassinato de Marielle Franco estão sob sigilo e, até o presente momento, nenhuma possibilidade foi formalmente descartada, apesar de indícios de execução.

Reportagem - Mônica Thaty
Edição – Roberto Seabra

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Comentários

reidson | 09/04/2018 - 13h41
e como o psol vai provar que é mentira,se não conhece a vida da ex vereadora.Pergunte a comunidade eles respondem na lata a verdade.Morreu recentemente o34 policial militar no rio de janeiro.Apurem o caso.mariele defendia bandido na triuna,há videos dela,agora cadê (oAB), DIREITOS HUMANOS,AS COMISSÕES,o policial dava a vida pelo povo.Mariele na tribuna não.