06/04/2017 - 15h46

Alterações na proposta da Previdência repercutem entre líderes na Câmara

Após a confirmação, pelo relator da reforma da Previdência (PEC 287/16), deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), de que haverá ajustes em pontos polêmicos do texto, líderes do governo e da oposição comentaram o assunto.

O líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB), defendeu as alterações nos temas mais sensíveis da proposta, como as regras de transição, a aposentadoria rural, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), as pensões e as aposentadorias especiais de professores e policiais.

Segundo o parlamentar, a medida vai facilitar a tramitação e aprovação da reforma na Câmara dos Deputados. “É uma demanda da Câmara dos Deputados, que é a casa do povo e precisa estar atento à voz das ruas, e escutar o que o povo tem para dizer”, destacou.

Efraim Filho explicou que a percepção de que a reforma poderia não ser aprovada, a partir de pesquisas divulgadas pela imprensa, fez com que o governo oferecesse uma resposta imediata à necessidade de mudança no texto.

Para o líder do partido, o governo acertou em propor ajustes de forma a não prejudicar quem mais precisa. “Dá para reverter [o cenário de que não será aprovada]. Os ajustes precisam ser feitos para não prejudicar os pequenos. A hora é caçar os privilégios, uma elite do funcionalismo público e da própria classe política", defendeu.

Perdendo apoio
Vice-líder do PT, o deputado Luiz Couto (PB) afirmou, no entanto, que as mudanças na reforma da Previdência são um sinal de que o governo está perdendo apoio para aprovar o texto. “As pesquisas mostram isso, e a nossa proposta na PEC da Previdência é apresentar emendas supressivas. Não aceitamos nenhuma modificação, queremos derrotar a PEC da maldade e da perversidade”, criticou.

O deputado afirmou que o governo quer ganhar tempo para convencer a base a votar o texto e que a reforma quer prejudicar os mais pobres. “Basta que o governo cobre daqueles que estão devendo à Previdência e proponha, por exemplo, tributar as grandes fortunas”, defendeu.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Roberto Seabra

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Comentários

Silvana Augusto | 18/04/2017 - 14h28
E a C.P.I. da Previdência proposta pelo Paulo Paim e aprovada? Começa quando? Não seria melhor cobra quem esta devendo antes de sangrar o povo?
Jose Avelino | 17/04/2017 - 12h04
Está faltando neste projeto, mecanismos para cobrar os valores devidos por grandes empreendimentos como: Bancos e instituições financeiras, grandes empresas, clubes de futebol, templos religiosos, colégios e faculdades privadas e outros, que devem o montante muito maior que o tão propagado"rombo da previdência social" pela imprensa. Porque só o trabalhador é que tem de pagar a conta de desvios e de má gestão de recursos? Com o passar do tempo o povo tem que aprender a fazer também a sua reforma, começando pelo voto.
marilene eurelia evaristo | 14/04/2017 - 16h22
Nós brasileiros..trabalhadores temos é que exigir é uma reforma em sistema politico...acabar com os privilégios..os milhares de assessores pendurados nas tetas do Estado...Começando pelo Congresso até as prefeituras ...acabar com os cargos comissionados....com os altos salarios que estão fora da realidade brasileira...Quanto a reforma da previdencia ....é só cobrar e exigir que todas as empresas devedoras paguem e os impostos destinados a previdencia sejam nela investidos!!!!!!!! Acorda povo!!!!!!!!!!