20/02/2017 - 18h16

Maia: projeto anticorrupção terá assinaturas contadas e será devolvido ao Senado

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda-feira (20) que não vê necessidade de outra votação do projeto anticorrupção, devolvido à Câmara para que as assinaturas sejam confirmadas.

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ) concede entrevista
Maia: Se o rito estiver todo correto, não há necessidade de outra votação

Segundo ele, após a validação das assinaturas, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania será consultada para estabelecer se o projeto segue para o Senado. As comissões permanentes da Casa, no entanto, ainda não foram instaladas e não há prazo definido sobre quando será feita a consulta. "Se o rito estiver todo correto, não há necessidade de ter outra votação. Acredito que a preocupação dele [do ministro do STF Luiz Fux] era na origem, se a origem está resolvida e se a CCJ confirmar que todos os ritos de votação, como na comissão, como no Plenário, cumpriram o regimento da Casa e as leis, não vejo o porquê de refazer a votação", disse Maia.

Após encontro com o ministro Luiz Fux, o mandado de segurança que pedia a anulação da votação do projeto das dez medidas de combate à corrupção foi extinto e Maia se comprometeu a fazer a checagem dos formulários das assinaturas.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Regina Céli Assumpção

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Comentários

paulo nery | 21/02/2017 - 15h33
O que nos importa é o fato de que "ELES" SAIBAM que o povo brasileiro não aceitará mais tais desvios de caráter do legislador e sequer de "manobras" sórdidas. A idade mental da massa brasileira CRESCEU....
Erasmo Neto | 21/02/2017 - 14h18
Quem errou foi a câmara dos deputados que,não seguiu as orientações da lei. Ignorância ou astucia?E ainda alguns reclamam que o STF esta legislando.Ditado popular,faça o que mando,mas não faça o que faço.Os filhos da ditadura necessitam de reeducação?Salvo engano:Albert Einstein;é mais fácil quebrar o átomo do que uma convicção.
Erasmo Neto | 21/02/2017 - 14h08
O regime democrático,segundo a constituição permite a liberdade de expressão,mas veda o anonimato,só em casos específicos a lei determina o sigilo da fonte.Não assinei o projeto da lei,devido a minha ignorância a respeito do conteúdo.Só após ler o livro Corrupção E Impunidade do Senado Federal,Senador Pedro Simon entendi que deveria ter assinado.Não importa onde foi coletado as assinaturas,pois a constituição é laica,mas reconhece igrejas como ambientes públicos. Nunca em todo o território nacional foi impedido de visitar igrejas ou casas de cultos diferentes abertas ao publico.