11/03/2013 - 20h32

Bancada do PSC vai analisar reações à eleição de Marco Feliciano

O líder do PSC, deputado Andre Moura (SE), vai reunir a bancada do partido nesta terça-feira (12) para discutir as críticas à eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Feliciano, que é pastor evangélico, foi acusado por representantes de movimentos de direitos humanos de racismo e homofobia.

Andre Moura afirmou nesta segunda-feira que o partido não pode desconsiderar as repercussões em todo o País da escolha de Feliciano. Moura lembrou, no entanto, que o deputado assumiu o compromisso de realizar uma presidência colegiada, "com a participação de todos os matizes sociais e políticos" representados na Comissão de Direitos Humanos.

Para Moura, a discussão saiu do campo político e se transformou em “uma batalha de interesses contrariados”. “Sinto que é preciso dialogar. Temos plena confiança que o deputado Feliciano desempenhará o cargo com eficiência e respeito a todas as correntes de opinião. Contudo, a Câmara dos Deputados e o PSC precisam estar em sintonia com o sentimento da sociedade brasileira”, disse.

O líder do PSC lamentou a reação de grupos ligados a partidos políticos da própria base do governo, “por meio das redes sociais e de manifestações de rua que agora tentam impedir a permanência do deputado Feliciano no cargo”. “É preciso acalmar os ânimos”, declarou.

O horário da reunião do PSC ainda não foi definido. A bancada do partido é formada por 15 deputados.

Da Redação

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Comentários

OSVALDO | 12/03/2013 - 13h45
Tudo aquilo que nós odiamos, ali é que está a solução para nosso problema. Tudo que nos incomoda não podemos desprezar, porque é lá que está nosso sucesso em alguma coisa da nossa vida. Aqui deixo minha contribuição de sabedoria, pois assim aconteceu comigo.Deixe o homem trabalhar, vamos separar as funções dele, visto que lá no congresso ele é deputado federal e não pastor, e ele saberá muito bem separar suas funções.
ROSANE | 12/03/2013 - 13h36
Seria lindo se esta manifestação fosse contra o exame de ordem, que tira o direito de um formado em direito de trabalhar em sua profissão de advogado. Porque é muito triste um aluno e sua família pagarem mais de R$ 300.000,00 numa faculdade de direito e depois ser proibido de trabalhar, e o bacharel sem saída acaba tirando sua própria vida. Depois de ficar doente de tanto estudar e se estressar.
otacilio Nunes Cardoso | 12/03/2013 - 13h33
Não Gay, nem afrodecendente, sou brasileiro, mas cada defende no que acredita, a não ser quando se está alienado a algo, ninguém colocou as palavras na boca do pastor, se ele falou ele acredita nisso, pois não é nenhum desinformado acho até que é bem culto, só não teve cuidado com a lingua, como dizem ela é o chicote do lombo, agora aguenta, e no futuro tenha mais cuidado nas palavras ao vento