04/05/2012 - 13h53

Saiba mais sobre a CPMI do Cachoeira

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira foi instalada no Congresso Nacional no dia 19 de abril para investigar a relação do contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlos Cachoeira, com agentes públicos e privados.

A comissão é formada por 16 senadores e 16 deputados, além dos suplentes, e tem prazo de seis meses para concluir seus trabalhos. Esse prazo pode ser prorrogado. O colegiado é presidido pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que escolheu o deputado Odair Cunha (PT-MG) como relator.

A CPMI vai investigar as informações obtidas pela Polícia Federal, por meio das operações Vegas e Monte Carlo, sobre um suposto esquema montado pelo empresário Carlos Cachoeira, que está preso desde 29 de fevereiro de 2012 acusado de vários crimes, entre os quais exploração de jogo de azar, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e contrabando.

As denúncias indicam que o contraventor, supostamente, mantinha influências com políticos que defendiam seus interesses no Congresso e nomeava pessoas de seu grupo em administrações estaduais.

O grupo de Cachoeira também é acusado de fraudar licitações públicas em favor da empresa Delta, que desviaria dinheiro em favor de empresas fantasmas, e de fazer grampos telefônicos e interceptações de e-mails ilegais.

O ex-diretor da Delta na região Centro-Oeste, Cláudio Abreu, também foi preso, no dia 25 de abril, em operação coordenada pelo Ministério Público do Distrito Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal. A operação, batizada de Saint-Michel, é desdobramento da Operação Monte Carlo.

Por conta das investigações da Polícia Federal, a Câmara dos Deputados instalou Comissão de Sindicância que investiga três deputados acusados de envolvimento com o contraventor: Sandes Junior (PP-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). O Conselho de Ética do Senado também abriu processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Da Reportagem/ND

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