06/07/2011 - 17h31

Policiais definem estratégias para aprovar PEC 300

Lideranças dos policiais e dos bombeiros apresentaram à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado algumas estratégias consensuais que pretendem colocar em prática nos próximos dias.

Eles decidiram criar um material didático para esclarecimento e publicidade dos reais objetivos do movimento em defesa das PECs 300/08 e 446/09. Eles vão estabelecer um dia D, com data ainda não definida, para a vinda a Brasília de caravanas de policiais e bombeiros a fim de pressionar o Congresso e o Executivo a votarem o segundo turno das propostas que tratam do piso nacional dessas categorias.

Os policiais decidiram também apoiar a comissão especial, criada recentemente pelo presidente Marco Maia para reanalisar a PEC 300, desde que seja mantido o texto aprovado em primeiro turno no Plenário da Câmara e sejam contemplados os interesses de inativos e pensionistas.

Impacto financeiro
Os manifestantes também vão criar uma comissão de estudos atuariais para calcular o real impacto financeiro que o piso salarial de policiais e bombeiros teria nas contas dos governos estaduais. Esse ponto específico é para impedir que ministros da área econômica e governadores apresentem contas diferentes em relação a esse impacto.

Os policiais ainda vão organizar um fórum para esclarecer os objetivos da PEC 300 e do Fundo Nacional de Segurança Pública, que seria criado com recursos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O grupo estabeleceu a criação de cinco coordenadorias regionais (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) e da Confederação Nacional Provisória que agrega todas as associações que queiram colaborar com a PEC 300/08.

Votação imediata

Eles também vão continuar a buscar a assinatura de todos os líderes partidários para que as propostas sejam colocadas em votação em Plenário imediatamente.

O presidente da Comissão de Segurança, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), informou que até agora, apenas os líderes do PT, PSDB e PMDB ainda não assinaram o requerimento para a votação imediata da matéria. Mendonça prado acredita em uma solução conciliada para votação da matéria em Plenário.

As lideranças dos policiais continuam reunidas com integrantes da Comissão de Segurança no Plenário 6.

Íntegra da proposta:

Reportagem – José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição – Regina Céli Assumpção

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Comentários

agnaldo germano | 12/07/2011 - 23h13
infelizmente existem pessoas como esse sr claudio lima que faz comentarios dessa natureza, e logico que o governo federal tem que arcar com parte dos gastoe com a segurança publica, assim tambem com os da saude, educação, pois os estados pagam muitos tributos ao governo federal,o que são os presidentes, governadores,prefeitos, deputados e vereadores senão funcionarios publicos,e quem é o patrão, senão o povo,porque o povo não tem direito de votar o salario deles.porque não indexar o aumento de todos sa ao salario minimo,aí teremos um salario minimo de 2500,00 reais.
CLAUDIO LIMA | 11/07/2011 - 12h26
Estes policiais estão querendo que o governo federal pague as contas com a segurança dos Estados. OS Policiais devem cobrar seus governos locais, se há defazagem de salário não é só na segurança publica. DAQUI A POUCO TODOS OS SERVIDORES DE ESTADOS E MUNICIPIOS VÃO QUERER QUE O GOVERNO FEDERAL COMPLEMENTE SEUS SALARIOS. O CONGRESSO DEVE AGIR COM RESPONSABILIDADE, SEM DAR PRIORIDADE PARA NENHUMA CATEGORIA PROFISSIONAL
Elizete | 10/07/2011 - 22h01
É uma pena que para parte dos nossos deputados a segurança pública ainda não seja prioridade no Brasil, pois nas piores situações é sempre a polícia quem está lá presente para resolver os problemas que todos criam inclusive os próprios políticos!!