11/03/2019 - 22h36

Líder do PSL diz que não há nome oficial para CCJ e fala sobre cargos para formar base

Delegado Waldir disse que há um “diálogo” para que seja o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), mas não descartou candidaturas avulsas

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Dep. Delegado Waldir (PSL-GO) concede entrevista sobre a reunião de líderes
Delegado Waldir não quer correr o risco de ter uma candidatura avulsa vitoriosa na CCJ

O líder do PSL, deputado Delegado Waldir (GO), disse que ainda não há indicado oficial à presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Na semana passada, a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), havia dito que o indicado seria o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) e a vice seria a deputada Bia Kicis (PSL-DF).

Waldir disse que o colegiado será instalado nesta quarta-feira (13) e que o nome do candidato oficial só será divulgado nessa data. “A indicação do presidente da CCJ e das demais comissões é do líder do PSL. Em respeito aos 55 deputados, como há pré-candidatos, vamos apontar apenas na data que a comissão for instalada”, disse.

Sobre a candidatura de Felipe Francischini, Waldir disse que há um “diálogo” para que ele seja o indicado.

“Ele [Francischini] é um dos nomes apontados, como temos outros 3 parlamentares cotados. O líder do PSL não vai se precipitar neste nome. Há um diálogo para que seja o deputado Felipe, mas temos de respeitar os 55 parlamentares e todos eles têm o direito de ser presidente da CCJ”, disse.

Waldir falou que não quer correr o risco de ter uma candidatura avulsa vitoriosa. “Temos 55 parlamentares no PSL e seria prematuro dizer que ele [Francischini] é presidente. Porque vem no dia e tem uma candidatura avulsa que pode ser vitoriosa. E como fica a fala do líder do PSL?”, questionou.

Segundo escalão e emendas

Delegado Waldir rejeitou ainda que o governo Bolsonaro tenha recorrido às indicações políticas e à liberação de emendas para formar a base necessária à aprovação da reforma da Previdência (308 votos em dois turnos). “Não há toma lá, dá cá”, disse.

Ele defendeu que os partidos que tenham bons quadros para assumir o segundo escalão da esplanada podem indicar os nomes, que passarão pelo crivo do Executivo. As emendas orçamentárias, segundo Waldir, fazem parte da atividade parlamentar.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Dep. Jhonatan de Jesus ( PRB-RR) concede entrevista sobre a reunião de líderes
Jhonatan de Jesus: governo não tem maioria para votar temas complexos

“O presidente da República já foi muito claro: o primeiro escalão foi trazido por ele com nomes técnicos e políticos – militares ou não. Agora o segundo e terceiro escalão podem ser preenchidos por indicações, mas tem de ter ficha limpa, não podemos criminalizar a política. O parlamento quer ajudar a governar, temos de compor o governo e é assim em todo o lugar”, disse.

Líder do PRB, o deputado Jhonatan de Jesus (RR) disse que a base ainda não está consolidada para enfrentar votações complexas e destacou a importância da liberação de emendas orçamentárias para essa negociação.
“Nós precisamos que o Parlamento tenha voz junto ao governo e que o governo tenha voz junto ao Parlamento. Não é toma lá, dá cá. É a necessidade que temos de entregar obras nos estados e entregar aquilo que todos os governos fizeram com o Parlamento”, disse.

O deputado disse que o partido não aderiu à base governista que, hoje, está restrita ao PSL. “Não há maioria. O governo não pode contar com os votos do PRB, hoje somos independentes. Eles só têm 55 votos que hoje são os deputados do PSL”, disse.

O parlamentar disse que o diálogo com o governo de Bolsonaro ainda está na fase inicial. “Ninguém foi pedir cargo ao governo, ele que está iniciando a negociação com os partidos. E a partir daí, vamos ver o que está sendo oferecido e como está sendo oferecido”, disse.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Geórgia Moraes

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