29/04/2019 - 14h58

Comissão aprova regras de gestão de segurança em unidades de conservação ambiental

A proposta inclui a prática esportiva como um dos focos das unidades de conservação, junto com a recreação, a educação e a preservação ambiental

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Reunião ordinária. Dep. Felipe Carreras (PSB - PE)
Felipe Carreras, relator: texto enriquece o marco legal ao integrar turismo, esporte e recreação

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou proposta (PL 9998-18) que cria regras de gestão de segurança em unidades de conservação ambiental. O relator, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), recomendou a aprovação. “O texto enriquece o marco legal ao integrar turismo, esporte e recreação”, disse.

Segundo o autor da proposta, deputado Mário Heringer (PDT-MG), o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC, instituído pela Lei 9.985/00) não previu a questão da segurança do visitante de parques abertos à visitação pública. “Os casos de violência são muitos, as mortes e lesões graves com sequelas permanentes”, afirmou. “São cruzes sem nomes.”

Regras
A proposta altera a lei que criou o SNUC para incluir a prática esportiva como um dos focos das unidades de conservação, junto com a recreação, a educação e a preservação ambiental. O objetivo é contemplar atividades que hoje já ocorrem em algumas unidades, como montanhismo, mergulho e mountain bike.

A proposta estabelece que cada unidade de conservação tenha seu próprio sistema de gestão de segurança, elaborado de acordo com normas técnicas. O prazo para implementação do sistema é de 24 meses após o texto virar lei.

O sistema deverá fornecer diagnóstico das condições de segurança; indicar necessidades de estrutura específicas a cada área; estabelecer normas e procedimentos de segurança; e indicar a periodicidade de manutenção de estruturas e equipamentos.

Financiamento
O projeto também altera a Política Nacional do Turismo (criada pela Lei 11.771/08) para incluir a segurança do turista como diretriz. Conforme o texto, o Ministério do Turismo deverá publicar anualmente dados e informações sobre acidentes com vítimas em unidades de conservação.

Para financiar as ações de segurança, o texto inclui as unidades de conservação abertas à visitação pública no rol de prestadores de serviços turísticos. Assim, elas podem receber recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), de linhas de crédito especiais.

A proposta altera ainda a lei do Fundo Nacional do Meio Ambiente (Lei 7.797/89) para incluir a implantação e manutenção de sistemas de gestão de segurança entre as destinações prioritárias de aplicação de recursos do fundo. Atualmente, o fundo é destinado em especial para ações de controle ambiental, desenvolvimento institucional e para unidades de conservação, entre outros.

O texto cria penalidades administrativas para os administradores das unidades de conservação, como advertência, multa e interdição da área usada em desacordo com o sistema de gestão de segurança. A unidade de conservação também poderá ter seu cadastro cancelado se não respeitar exigências e restrições legais à visitação pública.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Geórgia Moraes

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Comentários

Gaspar Alencar | 14/05/2019 - 22h32
1 - antes de tudo orientar o visitante na portaria; 2 - ler e assinar o Termo de Assunção de Riscos; 3 - ouvir atentamente as orientações sobre a Conduta Consciente em Ambientes Naturais; 4 - ser acompanhado por um Guia Local, treinado pelo ICMBio ou Universidades; 5 - depois de concluída a visitação avaliar a prestação do serviço do Guia e Infraestrutura da UC. 6 - Divulgar a UC e a qualidade das Trilhas e prestação de serviço; 7 - apontar sugestões para melhoria dos serviços.