10/04/2019 - 16h05

Novo sistema de monitoramento do desmatamento será complementar, diz ministro

Ricardo Salles participou de audiência pública na Câmara nesta quarta-feira (10). Deputados da oposição questionaram argumentos do ministro

Em audiência pública na Câmara dos deputados, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também comentou nesta quarta-feira (10) a intenção do governo federal de criar um novo sistema de monitoramento real do desmatamento ao custo de R$ 100 milhões, para ser usado pelo Ibama nas fiscalizações. O dinheiro viria do Fundo Amazônia.

“O nível de informação atual não nos parece ser suficiente. Queremos agregar a isso outras fontes alternativas de imagens, ainda mais precisas”, justificou.

Em resposta a deputados, Salles disse que a intenção não é desprestigiar o trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável atualmente por três sistemas que acompanham o desmatamento no País: o Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) e o TerraClass – sistema de mapeamento do uso e ocupação da terra após o desmatamento.

Defensivos agrícolas
O deputado Nilto Tatto (PT-SP) indagou Salles sobre a intenção do governo federal de agilizar o processo de análise e registro de defensivos agrícolas como forma de evitar a entrada ilegal de produtos irregulares no Brasil.

Segundo Salles, hoje o processo de liberação de defensivos é demorado e ineficiente e essa demora, de acordo com o ministro, não é garantia de segurança ambiental. “Isso faz com que aprovemos após oito anos produtos que já estão superados em outros países. A mera postergação não é elemento de proteção ambiental”, argumentou.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

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