04/07/2013 - 09h32 Atualizado em 04/07/2013 - 10h37

Comissão debate mortandade de abelhas por causa do uso de agrotóxicos

As abelhas, principalmente as silvestres, são responsáveis pela polinização de cerca de 70% das culturas que respondem por 90% da oferta global de alimentos

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza hoje audiência pública para discutir a mortandade disseminada de abelhas pelo uso de agrotóxicos. A mortandade de abelhas tornou-se acontecimento corriqueiro no mundo do século XXI, inclusive no Brasil. O fenômeno foi batizado de Colony Collapse Disorder (CCD) e identificado inicialmente nos Estados Unidos, no inverno no fim de 2006, quando apicultores relataram perdas de 30% a 90% de suas colmeias.

As evidências científicas recentes levaram o deputado Antônio Roberto (PV-MG) a propor o debate na CMADS. “As consequência dessa mortandade disseminada podem afetar pesadamente a segurança alimentar, uma vez que as abelhas, principalmente as silvestres, são responsáveis pela polinização de cerca de 70% das culturas que respondem por 90% da oferta global de alimentos” justifica o deputado.

De acordo com a Confederação Brasileira de Apicultores (CBA), a agroindústria tem um ganho de 20% em sua produção em função da polinização natural de abelhas e aves. Em termos globais, os serviços de polinização prestados pelas abelhas, no ecossistema ou nos sistemas agrícolas, são avaliados US$ 54 bilhões/ano.

No Brasil, desde o ano passado, o Ibama e o Ministério da Agricultura estabeleceram regras para o uso de pesticidas à base de neonicotinoides. Na Europa, esses produtos estão proibidos devido aos riscos que causam ao sistema nervoso de insetos polinizadores, o que restringe a área de atuação da espécie e, assim, o rendimento de diversas culturas.

Convidados
Participarão da audiência:
- o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Brandão Cavalcanti;
- o coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, Márcio Rosa Rodrigues de Freitas;
- o chefe-geral do Centro Nacional de Pesquisa de Soja da Embrapa, Alexandre José Cattelan;
- a pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA)Maria Cecília de Lima e Sá de Alencar Rocha;
- o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José Cunha; e
- a diretora-executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), Silvia de Toledo Fagnani Ligabó.

O debate será realizada às 9h30, no Plenário 8.

Da Redação/MM

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