19/07/2019 - 08h41

Projeto determina visitas domiciliares para incentivar matrículas na pré-escola

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Cerimônia Pelo Brasil e contra a Corrupção. Dep. Professora Dayane Pimentel (PSL - BA)
Professora Dayane Pimentel: busca ativa de crianças para educação infantil é uma das metas do Plano Nacional de Educação

Políticas e programas governamentais de apoio às famílias deverão promover visitas domiciliares para estimular a matrícula de crianças entre quatro e cinco anos na pré-escola. É o que determina o Projeto de Lei 2933/19, que altera o marco legal da primeira infância (Lei 13.257/16).

Autora do projeto, a deputada Professora Dayane Pimentel (PSL-BA) explica que a busca ativa de crianças em idade correspondente à educação infantil consta da primeira meta do Plano Nacional de Educação (PNE – Lei 13.005/14), que está relacionada ampliação do acesso à educação infantil`.

Na pré-escola, o comando do PNE é para que haja a universalização da matrícula das crianças de quatro e cinco anos. “A questão é particularmente preocupante porque a cobertura é menor entre aqueles de menor nível socioeconômico”, diz a autora na justificativa apresentada com o projeto.

Professora Dayane Pimentel lembra que o Relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2018, apontou que o País atingiu uma cobertura de 91,5% da população de 4 e 5 anos (dados de 2016). “Contudo, ainda existem cerca de 450 mil crianças fora da pré-escola. A taxa de matrícula das crianças que integram famílias mais pobres é de 89%, enquanto entre as famílias mais ricas esse percentual é de 96,4%”, destaca a parlamentar.

Tramitação
O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Educação; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Alexandre Pôrto

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Comentários

Eliana | 19/07/2019 - 11h31
Creio que a falta de informação para as famílias sobre a importância da primeira infância, também contribui de maneira indireta para não prioridade dessa faxetaria, o que contribui infelizmente para a procura das famílias pela escola pensando somente em onde deixarem os filhos para trabalhar. Ainda temos que pensar como o sistema educacional irá receber essas crianças, se não existe o número suficiente de escolas para serem matriculadas e nem qualificação profissional. Repensar ações para a educação é de fato uma prioridade, mas pensar em como fazer essas ações é necessário.