15/05/2019 - 15h17

Projeto reserva 5% de vagas em universidades para pessoas com deficiência

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Sessão deliberativa ordinária. Dep. Léo Moraes (PODE - RO)
Projeto de Léo Moraes altera a Lei de Cotas de Ingresso nas Universidades

O Projeto de Lei 1527/19 reserva 5% das vagas nas seleções das instituições federais de ensino superior e de ensino técnico de nível médio para pessoas com deficiência. O texto acrescenta a medida à Lei de Cotas de Ingresso nas Universidades (12.711/12) e tramita na Câmara dos Deputados.

Se aprovada, a reserva ocorrerá em cada curso, por turno, ofertado em cada seleção.

A legislação vigente reserva metade das vagas nessas instituições para alunos oriundos de escolas públicas. Metade dessa reserva deve ser destinada a estudantes de baixa renda. E, ainda dentro da reserva, as vagas serão preenchidas por pretos, pardos e indígenas e por pessoas com deficiência na mesma proporção dessa população no estado ou município onde se encontra a instituição.

A proposta, apresentada pelo deputado Léo Moraes (Podemos-RO), é a reedição de um projeto de lei que já tramitou na Câmara e foi arquivado (PL 485/15). “O percentual mínimo previsto, de 5% das vagas, é inferior ao percentual de pessoas com deficiência na população, mas levamos em conta que ainda é baixa a escolarização entre a população com deficiência, além do fato de que muitas deficiências são adquiridas ao longo da vida adulta”, diz a justificativa do projeto original.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Wilson Silveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Bom Senso | 31/05/2019 - 22h53
Tem reserva para quem estuda? É humilhante considerar o deficiente um intelectualmente incapaz. Garantam rampas, braille, elevadores, etc.
Rogério de Camargo | 31/05/2019 - 18h26
Salvo para alguma deficiência mental eu acho desnecessário, acessibilidade tudo bem, cota é coisa sem futuro. Parem de projetos eleitoreira prá chamar a atenção e façam seu serviço direito.
Cleusa Rejane Tozin do Nascimento | 21/05/2019 - 12h24
Muito bom este projeto que visa a inclusão das pessoas com deficiência nas Universidades, porém sugiro que ao concluir a graduação este PCD possa imediatamente obter seu registro profissional, no caso das profissões que o exigem, pois as PCD assam por inúmeras dificuldades para chegar a graduação e depois ainda tem que comprovar que são capazes de desenvolver a profissão com outro obstáculo a vencer, que são as provas e mensalidades nos órgãos que regulamentam as profissões. Abraço fraterno.