05/12/2018 - 09h18 Atualizado em 05/12/2018 - 12h15

Comissão retoma análise do parecer da Escola Sem Partido

Ontem troca de acusações entre os parlamentares causou tumulto. Com o início das votações no Plenário da Câmara, o presidente da comissão, deputado Marcos Rogério, decidiu suspender a reunião

A comissão especial que discute o projeto da Escola Sem Partido (PL 7180/14) reúne-se nesta manhã para, novamente, tentar analisar o parecer do relator, deputado Flavinho (PSC-SP).

Ontem os ânimos continuavam acirrados na comissão. A segurança foi reforçada, a reunião foi transferida para um espaço maior e senhas foram distribuídas igualmente entre os manifestantes favoráveis e contrários à proposta. Enquanto esperavam o início das discussões, manifestantes dos dois lados se provocaram mutuamente com a exibição de cartazes e desentendimentos pontuais.

A proposta
O texto impede que professores expressem, em sala de aula, convicções ou preferências pessoais em temas ideológicos, religiosos, morais, políticos e partidários. O projeto também proíbe que alunos sejam favorecidos ou constrangidos por estas posições. 

O assunto é polêmico e divide opiniões entre os parlamentares. Deputados de oposição condenaram o projeto de lei, que, segundo eles, propõe a criminalização dos professores. "O Brasil está olhando para cada um e perguntando por que vossas excelências são inimigos dos professores brasileiros", criticou o deputado Bacelar (Pode-BA).

Já o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), favorável à proposta, acusou os opositores ao projeto de defenderem os debates, em sala de aula, só de algumas questões. "Queremos discutir tudo: Primeira Guerra Mundial, Revolução Russa, o Fascismo. Discutir sem partidarização", afirmou.

A reunião acontecerá no plenário 1.

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Íntegra da proposta:

Da Redação - ND

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