13/11/2018 - 19h04

Presidente da comissão sobre projeto da Escola sem Partido encerra reunião sem analisar relatório

A reunião da comissão especial que analisa o projeto de lei da chamada Escola sem Partido (PL 7180/14) foi encerrada sem que o relatório fosse analisado. Ela havia sido suspensa devido ao início da Ordem do Dia no Plenário do Congresso.

A pauta da reunião era o substitutivo do relator, deputado Flavinho (PSC-SP). Pela manhã, deputados da oposição apresentaram diversas questões de ordem e conseguiram adiar a discussão.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Reunião ordinária
Em alguns momentos, houve bate-boca entre manifestantes e deputados

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) reclamou da obstrução. “Não podemos ficar aqui procrastinando algo que é de interesse da sociedade. A sociedade não tolera mais a partidarização de um ambiente em que é obrigatória a presença”, disse o deputado.

Para o presidente da Comissão de Educação, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), a proposta é colocada como se fosse o tema central da educação brasileira. “Ninguém está se manifestando sobre o Plano Nacional de Educação (PNE). Quem defende o projeto não fala da questão central da educação”, disse.

Dentro do plenário, o clima entre os manifestantes foi tranquilo por boa parte da reunião, com poucas palavras de ordem e muitos cartazes contra e a favor da medida. Já com a segunda suspensão, houve bate-boca. Do lado de fora, estudantes gritavam “mordaça não” para contestar a medida.

Ouça esta reportagem na Rádio Câmara

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Íntegra da proposta:

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

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Comentários

Josefina Siqueira Souza de Macedo | 20/11/2018 - 09h24
Um relator que tem só o fundamental é um absurdo que uma pessoa que não tem nem conhecimento pedagógico, seja relator de uma pauta tão importante, perseguir professor. E os alunos que agridem os professores. Por que arquivaram a PL 267/11? Professor não é doutrinador, o próprio meio em que o aluno convive é responsável pelo carater do mesmo e a família está inserida no contexto. Vai haver : Familia sem Partido? Igreja sem Partido? Ora é um absurdo atras do outro.
Escola Sem Partido, Constituição e CDC | 16/11/2018 - 12h16
UÉ? "Mordaça não?" Amordaçados são os alunos por professores que não permitem assim expor os seus pensamentos e que são ameaçados com reprovação, caso não respondam, conforme entendimento daquele. O escola sem partido segue regras da Constituição! Portanto, ir contra esse projeto, é ir contra a constituição. E porque não, fazer uma analogia ao Lei 12.291/2010 do CDC.
Pedro Abreu | 14/11/2018 - 13h32
É a volta da idade média. Começa a perseguição contra a ciência. Aumentam as designações da família e da igreja. Quem estudou sabe onde isso vai dar.