06/08/2018 - 17h12

Proposta susta norma que amplia cursos superiores a distância

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Decreto Legislativo 961/18, do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que susta decreto que regulamenta os cursos a distância.

Thyago Marcel/Câmara dos Deputados
Deputado Orlando Silva
Preocupação do deputado está relacionada, principalmente, com os cursos da área da saúde

Segundo Silva, o Decreto 9.057/17 não fixou critérios seguros sobre educação a distância, especificamente na área da saúde onde são imprescindíveis aulas presenciais, deixando o tema demasiadamente aberto.

“Como formar profissionais de saúde simplesmente por ensino integralmente a distância, sem que ao menos tenha contato com a fisiologia de um corpo?”, questionou o parlamentar.

A falta de critérios mais objetivos pode, para Silva, causar danos aos pacientes, destinatários finais da relação em hospitais, clínicas, postos de saúde, farmácias públicas e privadas.

De acordo com censo da educação superior de 2016 divulgado pelo Ministério da Educação, há 4,48 milhões de vagas de cursos a distância e 6,18 milhões de cursos presenciais. “Isso demonstra a quase paridade de vagas e a necessidade de avaliação dos cursos por critérios objetivos”, disse Silva.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

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Comentários

José Augusto | 07/08/2018 - 09h15
O Deputado está certíssimo. Na área de saúde, principalmente enfermagem,é fundamental a experiência prática na formação do profissional.
ISMAEL BRAVO | 07/08/2018 - 07h49
Vocês não tem noção do que venha ser ensino a distância, acham que o oferecido país a fora é a solução. Estão usando a metodologia EaD de forma equivocada, é preciso puxar pelo memória e lembrar de quando era feito por correspondência e funcionava, o aluno com dedicação aprendia. Exceto algumas instituições sérias, as demais só visão a oportunidade de negócio. Além de outro agravante, o trabalho de fiscalização feito pelo MEC/INEP é equivocado e não tem pessoal para verificação dos pólos Brasil a fora. Então cuidado, em especial, quem não é da educação e sai achando que a solução..