10/04/2012 - 22h39

Governo insiste em investimento total de 8% do PIB em educação, diz relator

Arquivo - Laycer Tomaz
Angelo Vanhoni
Para Vanhoni, o investimento total de 8%vai garantir uma revolução na qualidade da educação.

O relator do Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), informou nesta terça-feira que o governo federal deverá insistir na meta de investimento total de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor.

O valor é o mesmo apontado pelo próprio Vanhoni em sua proposta de substitutivo ao PNE, que trata dos objetivos da área para os próximos dez anos. A declaração foi dada após reunião fechada entre deputados ligados ao setor e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A meta inicial prevista na proposta do governo era de 7% de investimento direto na área. Os 8% de investimento total sugeridos por Vanhoni incluem recursos de bolsas de estudo e financiamento estudantil, além da contribuição previdenciária dos professores da ativa. Esse percentual corresponde a cerca de 7,5% de investimento público direto.

Hoje, União, estados e municípios aplicam, juntos, em torno de 5% do PIB em educação. Entidades ligadas ao setor pedem o investimento de pelo menos 10%, mas o governo alega falta de recursos disponíveis.

Para o relator, os 8% de investimento total são suficientes para garantir melhorias significativas para a área: “Estou absolutamente convencido de que esse valor vai garantir uma revolução na educação, tanto em termos de inclusão, como em termos de qualidade”.

Recursos insuficientes
A deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), no entanto, afirmou que os 7,5% de investimento direto são insuficientes e defendeu a aplicação de 10%. Segundo ela, no entanto, não houve espaço para negociação na reunião com Mantega: “O encontro foi cordial, mas não representou nenhum avanço”.

Para o presidente da comissão especial que analisa o PNE, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), o encontro de hoje serviu ao menos para facilitar o debate entre os deputados. “A reunião com o ministro tirou a percepção de enfrentamento no âmbito político. Isso significa menos pontos de tensão”, avaliou.

O presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Newton Lima (PT-SP), lembrou que uma nova lei poderá rever o valor definido no PNE, após cinco anos de vigência. “O importante é compatibilizar responsabilidade educacional com responsabilidade fiscal. Devemos avançar para combater nosso passivo educacional, mas sem colocar em risco a estabilidade econômica. O ministro foi claro ao dizer que, caso haja uma nova conjuntura econômica no futuro, os 8% poderão ser revistos para mais”, afirmou.

Caso o PNE seja aprovado com os 8% de investimento total, somente uma nova lei, com tramitação pelo Congresso, poderá rever esse valor.

Relatório final
Angelo Vanhoni apresentará seu relatório final sobre o PNE na próxima semana. Na terça-feira (17), o colegiado deverá se reunir para traçar um novo cronograma de trabalho, com datas prováveis de votação. Nenhum dos deputados presentes à reunião soube dizer, contudo, se há perspectiva de aprovação ou rejeição da proposta da forma como foi defendida pelo governo.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Maria Clarice Dias

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Edney Nascimento | 16/04/2012 - 22h31
Todos sabemos que para um pais crescer depende diretamente da edujcação haja visto o que se lê e se vê nas reportagens do próprio governo quando ele coloca aquestão do emprego (emprego tem o que falta e mão de obra qualificada), além do mas, sabemos que todos os paises que alcançaram um bom nível de desenvolvimento aplicaram em educação. Será que nossos representantes inclusive a nossa presidente não sabem disso? Será que estes mesmos principalmente os mais velhos, não passaram pela ESCOLA PÚBLICA? Onde esta o bom senso?
CAROLINE CRISTINA DO AMARAL | 11/04/2012 - 23h12
pelo amor de Deus.. um investimento de 8%?? um pais de ricos mal educados.. de pobres analfabetos.. de pessoas que não conhecem seus direitos e deveres.. esse é o motivo de todo esse caos... NADA SERÁ RESOLVIDO SE CONTINUARMOS INVESTINDO TÃO POUCO EM NOSSAS CRIANÇAS' por favor alguém me diga onde estão a ORDEM E O PROGRESSOO escritos na bandeira nacional ??
roberto | 11/04/2012 - 21h28
o problema é não da prioridade para educação, quem precisa de copa ? queremos educação saúde moradia. um dia estarei vivo para ver o povo brasileiro fazendo que nem na Grécia.