21/09/2015 - 22h06

Governo diz que impacto será de R$ 23,5 bi se Congresso derrubar vetos

O Ministério do Planejamento concluiu, nesta segunda-feira, que uma eventual derrubada dos 32 vetos em análise no Congresso terá um impacto financeiro de R$ 23,5 bilhões em 2016 e de R$ 127,8 bilhões até 2019. Além do veto ao reajuste do Judiciário, o governo também está preocupado com a possível derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff à isenção de PIS/Cofins para o óleo diesel, incluída pelos parlamentares na Medida Provisória (670/15) que reajustava as tabelas do imposto de renda.

Reprodução/TV Câmara
Entrevista especial - dep. Jose Guimarães
José Guimarães: "Nós vamos quebrar o País?"

Só neste item, o impacto em 2016 é de R$ 13,9 bilhões, chegando a R$ 64,6 bilhões em 2019. Em entrevista no Palácio do Planalto, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), comentou o estudo do Ministério do Planejamento.

"A presidente Dilma tem tanta responsabilidade com o equilíbrio fiscal do País que alguns dos vetos poderiam até não interferir de imediato, mas o impacto futuro é muito grande. Então, o diálogo que fizemos é para buscar convencer o Congresso e o País do caráter inoportuno [da derrubada dos vetos]. Nós vamos quebrar o País? Em um momento como este, nós temos que dialogar bastante, principalmente, com as forças políticas que têm responsabilidade. Ninguém quer tocar fogo na economia brasileira".

O trabalho de convencimento do governo junto a deputados e senadores vai continuar nesta terça-feira (22), quando está prevista a sessão do Congresso para analisar os vetos presidenciais.

Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Sandra Crespo

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Comentários

Valmor | 22/09/2015 - 09h14
É só reduzir mais despesas em 2 bilhões por mês que se equilibra as contas, e fazer caridade com a fonte de receita nova e não usar aquilo que vai para a previdência.
Pedro José Alves | 22/09/2015 - 00h33
POR FAVOR, NÃO SE IMPRESSIONEM. PEGUEM OS JORNAIS DE 2002 E 2003. NA ÉPOCA, QUANDO FOI CRIADA A CPMF, LULLA QUERIA UM REFORMA TRIBUTÁRIA - não cometeu o ERRO que o LEGISLATIVO está cometendo AGORA! -- e QUERIA uma CPMF com A TAXA DE 038, MAS QUE FOSSE TRIBUTAÇÃO DEFINITIVA. E UM DOS QUE ESTAVAM DESENVOLVENDO O PROJETO FOI O ATUAL MINISTRO DA FAZENDA!!! __ POR ISSO, A CPMF RETORNOU AGORA. OS MESMOS DE ONTEM, REPETINDO OS ARTIFÍCIOS NOS DIAS DE HOJE.
Ozaildo Ferraz | 21/09/2015 - 23h12
A Presidente quer que o Congresso vote o que lhe interessa, contudo não respeita o que as casas votam. A Câmara votou a reforma politica que reduz custo e a presidente age como desconhecer ou não ter interesse em matéria tão relevante, silencio total. Parlamentares votem contra todas suas mensagens para ela aprender a respeitar os representantes do povo.